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Polícia

18/01/2017 13:15

Defesa de PRF que matou Adriano acusa polícia de terminar inquérito sem provas

Documento da reconstituição só ficara pronto dia 21 deste mês pela perícia, alega Renê Siufi

O advogado Renê Siufi lamentou o indiciamento de seu cliente, o policial Rodoviário federal, Ricardo Hyun Su Moon,47, que confessou ter matado o empresário Adriano Correia, 33, com cinco tiros. A defesa alega que Polícia Civil sequer recebeu o resultado do laudo da reconstituição do crime, que só deve ficar pronto no dia 21 deste mês pela perícia.  

O defensor diz que ''acha estranho'' ter encerrado as investigações ser ter sido levado em consideração os dados do laudo de reconstituição. ''Preciso saber o que foi apurado ali, não estou sabendo de nada'', reclamou Siufi. Porém, a delegada responsável pelo caso, Daniella Kades, explicou  que a Polícia Civil trabalha com prazos e que, neste caso, o período para concluir as investigações é mais curto, dez dias, pois o suspeito está preso. Se o autor do assassinato tivesse em liberdade haveria 30 dias de prazo com possibilidade de prorrogação.  

Defensor do policial queria laudo antes de indiciamento

(Daniella Kades diz que encerrou investigações porque o prazo é de dez dias - Foto: arquivo)

Kades também explicou que o policial não foi indiciado 'agora' e sim desde o momento que foi preso em flagrante no dia do crime. ''Não existe reindiciamento, isso já é automático desde o momento em que uma pessoa é presa'', disse a  delegada que ainda esclareceu que só há ''reindiciamento ou novo indiciamento'' quando muda a tipificação penal, que não é este caso.  

O advogado de Ricardo Moon, Renê Siufi diz que chega à Capital na quinta-feira (19) para ler o inquérito e saber detalhes da acusação. Conforme explicou ao TopMidiaNews, um dos argumentos principais da defesa será o fato do empresário morto ter 'jogado ' a caminhonete para cima do policial e este reagido legitimamente e outra é a versão de um objeto escuro dentro do carro, semelhante a uma arma de fogo. 

Sobre a suspeita de que o cliente ter tido privilégios, Siufi descarta qualquer benefício para o policial. ''O cara foi preso, foi levado algemado para fazer reconstituição... Não teve favorecimento, se tivesse favorecimento não teria sido indiciado por homicídio doloso'', explicou. 

O policial rodoviário foi indiciado por homicídio doloso, quando há intenção de matar, e por dupla tentativa de homicídio contra os outros ocupantes do veículo em que Adriano estava, na madrugada do dia 31 de dezembro. 

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