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Polícia

Nem isolamento social diminui assassinatos, revela delegado-geral

'Em abril, tivemos 10 casos a mais comparado ao mesmo mês no ano passado', afirma Vargas

03 maio 2020 - 15h15Por Dany Nascimento

O delegado-geral de Polícia Civil, Marcelo Vargas, confirma que o número de homicídios é o único crime que apresentou aumento em 2020, mesmo diante da pandemia de Coronavírus.

Ele destaca que apenas no mês de março, período em que foi decretado toque de recolher em vários municípios de Mato Grosso do Sul, foram registrados 33 homicídios. “De janeiro até abril, percebemos que no ano de 2020, realmente tem um pequeno acréscimo de 6.9% a mais de homicídios. Em abril, tivemos 10 casos a mais comparado ao mesmo mês no ano passado, que registramos 26 casos”, afirma Vargas.

Segundo o delegado-geral, como foi proibida aglomerações em bares, a expectativa era de que o crime quase não aconteceria.  “Consideramos homicídio um crime praticamente impossível de prevenir e fazer ações preventivas. Fazendo uma análise criminal de homicídio doloso no Estado, por faixa de ocorrência, concluímos que a maioria acontece em via pública, residência. 50% dos homicídios, ocorreram em via pública. Por mais que tenha orientações, o homicida não respeitou o isolamento social e continuou saindo. Tinha expectativa de diminuir, porque diminui acesso a bares, e acreditamos que o ‘gatilho’ pode ser ingestão de bebida alcoólica, mas não se provou perante as estáticas”.

Os crimes registrados na Fronteira elevam os casos no Estado. “Percebemos que foram registrados 25% dos homicídios na Capital. No interior, sem faixa de fronteira, tivemos 17%. A faixa de fronteira apresenta um total de 58%. O que puxou números para cima comparando 2019, foram homicídios na fronteira, isso foge do nosso controle. A justificativa mais lógica em cima de analise criminal, é que quem puxou isso foi faixa de fronteira em razão das desavenças de quadrilhas”.

“Estamos com médica de elucidação dentro da expectativa, 62% de elucidação no primeiro quadrimestre, que atinge 70% ao longo do ano. Normalmente, a investigação perdura mais de 30 dias”, finaliza o delegado-geral.  

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