O diretor da Fundação Municipal de Esportes (Funesp) e ex-vereador, Sandro Trindade Benites, tornou-se alvo de uma medida protetiva de urgência, no âmbito da Lei Maria da Penha, concedida pela Justiça na noite deste sábado (7), em Campo Grande. A decisão foi proferida após ele ser denunciado por violência psicológica no âmbito doméstico contra uma ex-namorada.
Conforme já adiantado pelo TopMídiaNews, o suspeito viajou a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, para participar de um retiro masculino dos Legendários e acabou retido no país, junto com a esposa, devido a conflitos armados na região. Após o retorno à capital sul-mato-grossense, o ex-vereador ficou sabendo que uma ex-namorada iria denunciá-lo pelos anos de violência psicológica e, conforme o registro policial, tentou silenciá-la.
O tema foi levantado pelo TopMídiaNews, que teve acesso a informações sobre o passado amoroso "plural" mantido por ele em Campo Grande. O texto afirmava ainda que as promessas rompidas e a suposta vida dupla do ex-vereador estariam prestes a "virar caso de polícia". (leia aqui)
Conforme a decisão assinada pelo juiz plantonista José Henrique Neiva de Carvalho e Silva, foram constatados indícios suficientes da prática de violência psicológica para justificar a proteção imediata da mulher.
A ordem judicial proíbe Sandro de aproximar-se da vítima, de seus familiares e de testemunhas, estabelecendo a obrigatoriedade de manter uma distância mínima de 500 metros. Ele também fica estritamente impedido de manter contato com os envolvidos por qualquer meio de comunicação.
O documento judicial adverte que o descumprimento das medidas restritivas importará na conversão da sanção em prisão preventiva.
Testemunhas ouvidas sob a condição de sigilo relataram à reportagem que Sandro invadiu a casa da vítima, com várias ameaças, incluindo a garantia de que nada aconteceria com ele por seu papel político. "Ele disse que Adriane e Lídio (prefeita da Capital e deputado estadual, casados) nunca iam tirá-lo da prefeitura e ela ia perder tudo", contou.
Procurado pela reportagem, Sandro não retornou. O espaço segue aberto para posicionamento. Este é o terceiro escândalo sexual envolvendo a administração Adriane Lopes. Semana passada, o secretário Paulo Lands e o pastor Mandu foram afastados enquanto se defendem de acusações de assédio e abuso sexual.








