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Polícia

há 4 semanas

Donos de conveniência detidos no Estrela Dalva denunciam policiais à Corregedoria

Comerciantes alegam que foram agredidos e tiveram patrimônio depredado

Donos de uma conveniência no bairro Estrela Dalva, em Campo Grande, denunciaram os policiais militares que abordaram o estabelecimento à Corregedoria. Os homens de 27 e 29 anos foram detidos por resistência e desobediência, em 16 de maio. 

Segundo a advogada Grace Georges, eles estavam no estabelecimento quando uma viatura abordou alguns rapazes no canteiro em frente à conveniência.  Mesmo longe dos abordados, os policiais teriam mandado que entrassem na conveniência dizendo: "fecha essa bosta".

Os comerciantes alegam que não puderam recolher as cadeiras e mesas imediatamente, recebendo autorização para isso só um tempo depois. Conforme a defesa, quando um dos proprietários saiu para buscar as cadeiras, os policiais começaram a quebrar os bens da conveniência. Ele começou a filmar e diz que foi agredido por um PM física e verbalmente.

Grace afirma que mais dois policiais ajudaram na agressão e confiscaram o celular da vítima, que apanhou e foi atingida por spray de pimenta. Ela relata que a vítima se levantou com o nariz sangrando e rosto ardendo, quando foi até o banheiro lavar o rosto. Um policial a teria seguido e continuado a pancadaria, inclusive com um pedaço de pau.

O proprietário afirma que foi arrastado até a viatura e o sócio impedido de ajudá-lo. Diz ainda que o colega tentava fazer uma ligação quando sentiu um tapa na nuca. Em seguida, um policial supostamente arremessou o celular no chão e lançou spray de pimenta.

A defesa alega que os representados foram trancados na viatura, onde foram ameaçados e insultados, inclusive com expressões racistas e armas à mostra. Também alega que a PM quebrou celular, bebidas, grade do freezer, cadeiras, porta do banheiro e rodo da conveniência.

Grace destaca que a ação contou com cinco viaturas e uma ambulância, que não atendeu o proprietário, mesmo com o nariz sangrando muito. Segundo ela, vários clientes presenciaram a cena e até uma mulher foi agredido, sendo que o empresário terá que passar por cirurgia no nariz.

Em nota, a Corregedoria da PM informou que o caso já está sendo apurado. "Esclarecemos que o comando da instituição não coaduna com qualquer desvio de conduta de seus integrantes", diz.

Outro lado

Já no boletim de ocorrência, a Força Tática da PM informou que patrulhava o bairro quando abordou vários homens em uma conveniência. No local, haveria uma aglomeração de pessoas consumindo bebidas alcoólicas e maconha, com um cheiro muito forte.

Durante a abordagem, um dos homens teria empurrado a equipe, tentando impedir a ação. Devido à resistência, os policiais ordenaram que ele saísse do local e apresentasse os alvarás necessários para o funcionamento do comércio no horário estabelecido. No entanto, conforme o BO, ele não acatou a ordem.

Nesse momento, as outras pessoas presentes teriam jogado cadeiras contra os policiais. Os militares tentaram conter alguns agressores, mas um deles partiu para cima da equipe com socos e pontapés, segue a denúncia.

Para se defender, os policiais afirmam que usaram técnicas de imobilização contra o agressor, que continuou agitado, se machucando no processo. Ele sofreu uma lesão no nariz e um corte no supercílio.

Devido às lesões, foi solicitado apoio do Corpo de Bombeiros para atender o agressor. Uma viatura compareceu ao local, mas o homem teria recusado o suporte médico.

Foi necessário o uso de spray de pimenta para dispersar o restante das pessoas presentes, aponta a PM. A equipe também solicitou o apoio de diversas viaturas para controlar a situação.

Em seguida, foi dada voz de prisão ao agressor e ao dono do estabelecimento por desrespeitarem a ordem legal. Segundo o registro, o proprietário da conveniência não apresentou qualquer alvará ou documentação relacionada ao comércio.

Ambos foram encaminhados para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, onde o caso foi registrado.

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