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segunda, 25 de outubro de 2021 Campo Grande/MS
Polícia

Ex-genro que assassinou sogra estrangulada vai responder por feminicídio

Ele se entregou após ver sua foto circulando em diversos grupos nas redes sociais

29 dezembro 2018 - 11h10Por Nathalia Pelzl

Após se entregar a polícia pelo assassinato da ex-sogra, o pedreiro Wantuir Sonchini da Silva, de 41 anos, alegou ter feito o uso de drogas e bebida alcoólica antes do crime. Como não deu chance de defesa à vítima e pelo fato de haver uma medida protetiva que o impedia de chegar perto da ex-sogra e da ex-esposa, ele vai responder por feminicídio.

Ele se entregou nesta sexta-feira (28), na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), após repercussão do seu retrato falado na internet. Ele estava em Ribas do Rio Pardo, distante a 94 quilômetros de Campo Grande, quando percebeu que não teria saída e decidiu se entregar.

Em seu depoimento, o homem disse que foi até o local para saber noticias da filha e uma discussão teria sido iniciada com a sogra, que caiu ao solo e morreu. No entanto, os exames apontam que a mulher foi vítima de violência e esganadura.

Para a polícia, o crime foi friamente calculado porque o pedreiro não aceitava o fim do relacionamento e já havia mostrado sinais de agressividade.

O crime

Alzai Bernardo Lopes, 59 anos, foi encontrada morta no último dia 25, dentro de uma residência na Rua Timbaúva, no bairro Moreninha I, em Campo Grande. Ela teria passado a noite em família, comemorando o Natal. De acordo com o filho da vítima, Jucirlei Lopes Pereira, 38 anos, Alzai não esperou a virada com a família e chegou antes das 0h em casa.

“Eu insisti para ela ir com a gente, ficar com a família. Ela aceitou, ficou com a gente, ela estava bem, estava normal. De saúde ela não andava muito bem, ia colocar um catéter, mas ontem estava tranquila. Eu vim aqui, deixei ela em casa, entrei na casa, não percebi nada de errado e fui embora”, conta o filho mais velho.

Alzai foi encontrada morta durante a madrugada, dentro da casa onde morava com o filho. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) constatou que o corpo tinha marcas de estrangulamento no pescoço e acionou a Polícia Civil. 

Jucirlei afirma que o irmão mais novo trabalha como vigia noturno e a mãe passou a madrugada sozinha. “Eu sou vigia e meu irmão também. Ele chegou agora cedo aqui em casa, entrou pelo portão normal, porque ele tem a chave e encontrou minha mãe no chão. Ele disse que tentou chamar ela, mas ela não respondeu e me ligou em seguida. Eu cheguei aqui e encontrei ela no chão, fiquei desesperado, peguei ela no colo e coloquei na cama”.

O filho explica que a mãe tinha muito sangramento na boca, mas afirma que não percebeu os ferimentos no pescoço. “Eu não percebi que ela tinha marcas no pescoço, peguei um pano, limpei o sangue que escorria, acionamos o Corpo de Bombeiro, mas ela não apresentava mais batimentos cardíacos”.   

Comportamento do suspeito

Suspeito de ter assassinado a ex-sogra, Alzai Bernardo Lopes, 59 anos, o pedreiro Wantuir Sonchini da Silva, 41 anos, fazia declarações diárias para a ex-esposa nas redes sociais. Ele é suspeito de ter matado a sogra, já que não aceitava o fim do relacionamento com a ex-esposa e teria dito que faria a mulher sofrer.

Na internet, Wantuir postava fotos ao lado da mulher, que estava grávida de cinco meses. “A gravidinha mais linda das moreninhas”, postou o pedreiro no Facebook. A maioria das fotos de Wantuir é ao lado da ex-esposa e da filha do casal, que tem 12 anos.

De acordo com a Polícia Civil, o pedreiro não aceitava o fim do relacionamento com a filha da vítima, que já havia registrado dois boletins de ocorrência contra o homem. O casal se separou no início deste mês. Dentro da residência onde Alzai foi encontrada morta, a polícia encontrou um bracelete e um chinelo.