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sábado, 23 de outubro de 2021 Campo Grande/MS
Polícia

Fotógrafo de Campo Grande denunciado por assédio sexual nega acusações

Profissional emitiu a nota e disse que está à disposição das autoridades

05 junho 2020 - 13h35Por Nathalia Pelzl

O fotógrafo Dayvison Araújo Rodrigues, mais conhecido como Deko, se manifestou sobre sobre as acusações de assédio sexual. Ele reside em Campo Grande e viaja o mundo para fotografar celebridades.

Supostas vítimas utilizaram as redes sociais para relatar alguns fatos envolvendo o profissional. Ele já trabalhou com Carol Biazin, Tati Zaqui, Pk, e vários outros artistas.

Conforme o Portal Pop Mais, alguns dos relatos envolvem garotas menores de idade, que relatam fatos ocorridos na Capital de Mato Grosso do Sul.

O fotógrafo emitiu a nota e disse que está à disposição das autoridades.

Confira:

“Em virtude da grande repercussão negativa a qual tenho sido exposto em decorrência da campanha contra o assédio e agressão sexual lançada pela #exposedcg, onde sou citado sem quaisquer indícios mínimos probatórios que possam acarretar em uma pertinente ação penal, venho por meio deste, dar publicidade e notoriedade quanto às providências empreendidas por via judicial objetivando o devido esclarecimento a todo e qualquer fato injustamente alegado contra mim, ressaltando-se a gravidade de que tais alegações com a ausência de nexo probatório configuram os crimes de calúnia, injúria e/ou difamação contra a minha pessoa.

Esclareço e reitero para os devidos fins, que me disponho ao comparecimento em qualquer sede policial na remota hipótese de ser exigida minha presença, pois irreparáveis são os danos causados a minha carreira artística e imagem pública construída ao longo dos anos com muito trabalho e dedicação pessoal, tornando-se uma questão de honra subjetiva que seja efetuada toda a discussão com a seriedade e legalidade que o caso exige, para que se comprove ao fim a minha completa inocência, mantendo-se ilibada e irretocável minha moral e conduta.

Ademais, importante ressaltar que a presente nota não tem o condão de desvalorizar o movimento iniciado para a conscientização quanto a gravidade de que os casos de assédio e agressão sexual derivados da cultura do estupro acarretam aos indivíduos vitimados, pelo contrário, todavia, tais alegações, inclusive pela seriedade e gravidade inerentes, devem ser levadas e apuradas face ao judiciário, onde se realizarão todas as discussões e providências cabíveis em cada caso concreto no fim maior de se efetivar a plena justiça.

Subscrevem a presente nota, a minha pessoa Dayvison Araujo e os Advogados Heberty Luis Alves Marietti (OAB/MS n.° 13.484) e Anísio Nantes Moreira (OAB/MS n.° 25.475)”.

Importante ressaltar que medidas judiciais podem ser adotadas, tais como a responsabilização do usuário ou autor civilmente e penalmente a depender do caso, bem como reparação de danos. Contudo, o que se busca é um contato extrajudicial no sentido de cessar toda essa exposição indevida, pois medidas judiciais já foram adotadas para apurar na esfera jurídica todos os casos de acusações de relatos de assédio, os quais terão seus desdobramentos naturais e pertinentes”.