Um homem de 31 anos foi baleado na perna após uma discussão entre vizinhos na manhã desta quarta-feira (26), no bairro Guanandi, em Campo Grande. Segundo a Polícia Civil, o disparo foi feito de dentro de um carro e atingiu a vítima na coxa esquerda.
A ocorrência começou após uma discussão entre moradores de uma vila de kitnets por causa de barulho e do funcionamento de uma bomba de água. Conforme o registro policial, o desentendimento evoluiu para ameaças.
A Polícia Militar foi acionada e esteve no local, mas o homem apontado como autor das ameaças já havia saído. Depois, ele retornou ao endereço e voltou a discutir com os moradores.
A testemunha afirmou que acionou um conhecido para acompanhá-la durante uma mudança, porque estava com medo de novos conflitos.
Após o retorno do homem ao local, um terceiro envolvido chegou em um Chevrolet Onix preto. De acordo com a polícia, houve uma nova discussão e, em seguida, o homem de 31 anos foi atingido por um disparo na perna.
Inicialmente, as pessoas que estavam no local disseram não ter visto quem havia atirado. Conforme a Polícia Militar, imagens de câmeras de segurança mostram o carro chegando ao local e o ocupante conversando com as pessoas. Em seguida, ele teria efetuado um disparo contra a vítima.
Após a apresentação das imagens, uma das testemunhas contou aos policiais que havia chamado o suspeito para acompanhá-la durante a mudança. Segundo o relato, ela não sabia que o homem estava armado e disse não esperar que ele efetuasse o disparo.
A vítima foi socorrida por um amigo e levada para a UPA Leblon. Segundo a polícia, ela estava consciente e confirmou que, após a discussão, uma terceira pessoa foi chamada ao local e efetuou o disparo.
Durante outra ocorrência registrada horas depois, a Polícia Civil prendeu um homem que estava com uma arma de fogo.
Ainda conforme o registro policial, ele afirmou que o armamento havia sido entregue pelo homem apontado como autor do disparo. O suspeito teria dito que havia usado a arma para atirar em alguém e pedido que o conhecido se desfizesse dela.
A polícia investiga se a arma apreendida é a mesma utilizada para atingir a vítima.
O caso foi registrado como lesão corporal dolosa, ameaça e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.










