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Polícia

há 1 hora

Homem finge ser policial de São Paulo, resiste à abordagem e acaba preso em Corumbá

O suspeito ainda desacatou e fez ameaças contra policiais militares que atenderam a ocorrência

Um homem de 37 anos foi preso na noite desta quinta-feira (18), em Corumbá, a 426 quilômetros de Campo Grande, após se passar por policial do Grupo de Operações Especiais (GOE) de São Paulo, resistir à abordagem da Polícia Militar e desacatar os agentes durante a ocorrência.

Segundo o boletim de ocorrência, equipes da Força Tática foram acionadas por populares após um homem estar abordando clientes em uma conveniência, localizada na Rua Dom Aquino, dizendo ser policial e integrante de forças de segurança.

Ao chegarem ao local, os militares foram abordados pelo suspeito que afirmou ser policial do GOE de São Paulo e chegou a informar uma suposta matrícula funcional.

Durante a abordagem, os policiais verificaram que ele não portava arma de fogo. Ao ser solicitado que apresentasse a identificação funcional, o homem mostrou apenas a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), alegando que havia deixado a carteira de policial em casa.

Conforme o registro, ao longo da checagem o suspeito apresentou versões contraditórias. Inicialmente afirmou ser policial, depois disse ser policial civil e, em seguida, alegou ser agente de polícia penal. Em determinado momento, pediu desculpas e ofereceu pagar um refrigerante para a equipe para que os policiais "esquecessem" a situação.

Os militares consultaram a matrícula informada pelo homem, mas não encontraram qualquer registro que comprovasse que ele fosse servidor público.

Diante das inconsistências, a equipe determinou que o suspeito acompanhasse os policiais até a delegacia para averiguação. No entanto, ele se recusou a obedecer à ordem, afirmando que não sairia do local.

Já na delegacia, o suspeito permaneceu alterado. Ainda de acordo com o registro, o homem também desacatou os militares, dizendo: "É a palavra de vocês contra a minha. Não tem testemunha. Vocês são uns filhos da puta. Por que não prendem os ladrões da cidade?". Em seguida, afirmou que esqueceria toda a situação caso fosse liberado, alegando que seu pai era da Marinha e possuía influência junto a autoridades da cidade.

Posteriormente, ele mudou novamente sua versão, afirmando que era vigilante no Estado de São Paulo e que estaria em Corumbá prestando serviços para uma empresa.

O suspeito foi encaminhado à 1ª Delegacia de Polícia Civil, onde o caso foi registrado pelos crimes de falsa identidade, usurpação de função pública, resistência, desobediência, desacato e ameaça.

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