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Polícia

Acusado de ocultar cadáver de cunhada morta em aborto e esfaquear esposa nega tortura

Duas irmãs teriam sido vítimas do suspeito, que ainda está foragido; ele deve se apresentar à polícia

19 novembro 2018 - 10h12Por Anna Gomes

Hugleice da Silva, 35, acusado de ocultar o cadáver da cunhada e, agora, suspeito de esfaquear a esposa neste último domingo (18), deve se apresentar à polícia, conforme sua defesa.

Em julho de 2011, ele chegou a ficar preso em Campo Grande por aborto com resultado de morte da cunhada, Marielly Barbosa. A mulher era irmã de Mayara Barbosa, 29, que foi esfaqueada no pescoço por Hugleice.

Conforme o advogado José Roberto da Rosa, seu cliente teria visto mensagens amorosas no celular as esposa Mayara e a defesa alega que Hugleice agiu no ‘calor da emoção’.

“Ele me ligou chorando muito e dizendo estar arrependido. Disse que que viu várias mensagens no celular da esposa e que, em um momento de ira, cometeu o crime. Ainda não tive acesso às supostas conversas, mas vou encontrá-lo e ele vai se apresentar à polícia. O casal tem um filho menor que não estava na casa e que está com os parentes”, disse a defesa do suspeito.

Marielly morreu durante procedimento de aborto. Ela supostamente manteve relacionamento com Hugleice e engravidou. Daí, os dois teriam decidido abortar a criança. Mesmo depois de apontado como culpado pela morte da irmã, Mayara manteve o casamento com o réu e os dois foram morar em Mato Grosso, onde ela acabou sendo esfaqueada pelo homem.

Advogado José Roberto da Rosa alega que seu cliente agiu no 'calor da emoção' - Foto: André de Abreu

“Não foi comprovado que ele manteve um relacionamento amoroso com a cunhada. Ele ajudou sim a cometer um aborto, mas não existe provas que o filho era dele e que os dois tiveram algo. Mayara acreditou em Hugleice e não se separou”, apontou o advogado.

Mayara, que está internada em um hospital da cidade de Rondonópolis, teria sido amarrada e esfaqueada, mas a defesa nega tortura. “Ele não disse que a amarrou e a torturou. Quando me ligou falou que viu as mensagens e desferiu uma facada no pescoço da mulher, mas não relatou que ela ficou amarrada’’.

CASO MARIELLY

Marielly, a cunhada de Hugleice, morreu no início de junho de 2011 em um procedimento de aborto que custou R$ 500. Depois de morta, Hugleice e o enfermeiro Jodimar Ximenes Gomes, 48, colocaram o corpo da jovem, então estudante de Direito, num carro e o abandonaram em um canavial plantado aos arredores da cidade de Sidrolândia.

(Marielly morreu ao realizar um aborto)

A família de Maryelly fez, à época, protestos nas ruas pedindo à polícia que reforçasse a investigação para encontrá-la. Hugleice participava dos atos.