Mesmo após a prisão dos irmãos Rafael e Eduardo Razuk por lavagem de mais de R$ 100 milhões e a apreensão de 22 carros de alto padrão durante a Operação Rodas da Sorte, seguidores dos influenciadores demonstraram apoio aos investigados nas redes sociais.
As manifestações ocorreram após a equipe dos irmãos publicar um vídeo mostrando a garagem vazia depois da ação da Polícia Civil. Na legenda, a família Backstage declarou apoio aos dois: “Referência para muitos!! Família Backstage está junto com vocês!! Vocês são feras demais”.
Nos comentários, seguidores questionaram a operação e defenderam a trajetória dos irmãos. Uma das mensagens afirmou que o patrimônio de Rafael e Eduardo seria resultado de anos de trabalho e que eles nunca teriam escondido a forma como chegaram à posição atual.
“Estamos com vocês!! Sabemos da história, da trajetória e sabemos como chegou a tudo isso que ele tem hoje”, escreveu um seguidor. Na sequência, o autor criticou o uso da estrutura policial na operação e comparou a apreensão dos veículos com outros crimes registrados diariamente.
Outro comentário chamou Eduardo de “Robin Hood” e fez referência aos sorteios de carros promovidos pelos irmãos. “Vai dar tudo certo, Dudu! Se você fez alguma coisa, fez pensando na possibilidade dos seus fãs ganharem Porsche por 99 centavinhos! É nosso Robin Hood”, publicou um seguidor.
Também houve quem classificasse a operação como resultado de “inveja” e previsse o retorno dos irmãos às redes sociais. “A inveja é foda, não vai ser dessa vez, já já os guri tá de volta com força total e maiores do que nunca!”, escreveu outro internauta.
Parte dos seguidores também afirmou acompanhar a trajetória dos irmãos desde o início e disse acreditar que o patrimônio foi construído de forma lícita.
“O único na ‘internet’ atual que eu acredito ter conseguido tudo isso sem ter coisa errada no meio! Acompanhei cada passo da trajetória! Espero que tudo se resolva”, comentou um seguidor.
Investigação
Rafael e Eduardo Razuk foram presos na terça-feira (18) durante a Operação Rodas da Sorte, que investiga um esquema de rifas ilegais de carros de luxo. Segundo a Polícia Civil, o grupo teria movimentado cerca de R$ 100 milhões em seis meses.
Ao todo, quatro pessoas foram presas e 13 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Paraíba. Em Campo Grande, 22 veículos de alto padrão foram apreendidos.
A investigação aponta ainda suspeitas de lavagem de dinheiro e associação criminosa. Segundo a polícia, empresas de outros estados teriam sido utilizadas para criar uma estrutura que desse aparência de legalidade aos sorteios.
A Polícia Civil também apura possíveis conexões entre o esquema e a lavagem de dinheiro relacionada a facções criminosas. Essa parte da investigação ainda está em andamento.









