A família de Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, cobra a responsabilização criminal de Márcio Cossari pela morte do rapaz, assassinado por um adolescente de 16 anos. O homicídio aconteceu na noite de 24 de outubro, durante uma confusão em um posto de combustíveis localizado em Bonito (MS).
A arma utilizada para efetuar os disparos pertencia a Cossari, pai do atirador. Ele assumiu ser o proprietário do equipamento. Inconformado com o andamento do caso, Giovane Rodrigues da Silva, de 31 anos, irmão da vítima, exige que as autoridades punam o adulto responsável. "A arma era do pai. Meu irmão morreu com três tiros. E eu não aceito que a responsabilidade termine no adolescente que puxou o gatilho", declarou.
Para Giovane, o dono do armamento precisa responder na Justiça pelo ocorrido. "Eu espero que Márcio Cossari também responda criminalmente por essa morte, inclusive por homicídio, foram as atitudes irresponsáveis dele que levaram à morte do meu irmão. Uma arma ilegal, que estava sob responsabilidade de um adulto, foi parar nas mãos de um adolescente e terminou sendo usada para tirar uma vida. Isso precisa ter consequências. Justiça por Ewerton", exigiu.
Em publicação nas redes sociais, o familiar aproveitou para detalhar o posicionamento político da vítima. Ele desmentiu boatos compartilhados em redes sociais que descreviam Ewerton como petista e atribuíam a tragédia a uma briga partidária. "Em algumas páginas falaram que o Ewerton e o amigo eram defensores do Lula e por isso foram agredidos, mas não, meu irmão era bolsonarista", relatou.
O irmão lamentou a ironia da situação, já que Ewerton defendia o acesso a armas de fogo como um instrumento de segurança. "Infelizmente, meu irmão acreditava nisso também. Meu irmão é dessa ideologia de que a arma ia deixar ele mais seguro. A arma deixaria as pessoas mais seguras. Não que ele estivesse armado ou tentasse ser armado, mas ele acreditava nisso também, infelizmente", contou.
O rapaz pediu que o episódio provoque uma discussão sobre o armamento civil e não seja absorvido pela polarização eleitoral. "Eu acho que foi um crime muito grave e que não dá para a gente colocar na estatística de mais uma briga política. Eu acho que a questão, vocês pudessem trabalhar e falar mais sobre a problemática das armas na sociedade", observou.
A ausência de motivação política na briga já possuía confirmação do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul). Conforme as informações prestadas pelo juiz da 30ª Zona Eleitoral, a discussão que culminou na morte de Ewerton ocorreu por motivos estritamente pessoais.









