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Polícia

há 15 minutos

Irmão de rapaz morto em Bonito cobra punição para pai do adolescente que atirou em Ewerton

Giovane Rodrigues quer responsabilização criminal de adulto por arma usada em homicídio e descarta motivação política no crime

A família de Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, cobra a responsabilização criminal de Márcio Cossari pela morte do rapaz, assassinado por um adolescente de 16 anos. O homicídio aconteceu na noite de 24 de outubro, durante uma confusão em um posto de combustíveis localizado em Bonito (MS).

A arma utilizada para efetuar os disparos pertencia a Cossari, pai do atirador. Ele assumiu ser o proprietário do equipamento. Inconformado com o andamento do caso, Giovane Rodrigues da Silva, de 31 anos, irmão da vítima, exige que as autoridades punam o adulto responsável. "A arma era do pai. Meu irmão morreu com três tiros. E eu não aceito que a responsabilidade termine no adolescente que puxou o gatilho", declarou.

Para Giovane, o dono do armamento precisa responder na Justiça pelo ocorrido. "Eu espero que Márcio Cossari também responda criminalmente por essa morte, inclusive por homicídio, foram as atitudes irresponsáveis dele que levaram à morte do meu irmão. Uma arma ilegal, que estava sob responsabilidade de um adulto, foi parar nas mãos de um adolescente e terminou sendo usada para tirar uma vida. Isso precisa ter consequências. Justiça por Ewerton", exigiu.

Em publicação nas redes sociais, o familiar aproveitou para detalhar o posicionamento político da vítima. Ele desmentiu boatos compartilhados em redes sociais que descreviam Ewerton como petista e atribuíam a tragédia a uma briga partidária. "Em algumas páginas falaram que o Ewerton e o amigo eram defensores do Lula e por isso foram agredidos, mas não, meu irmão era bolsonarista", relatou.

O irmão lamentou a ironia da situação, já que Ewerton defendia o acesso a armas de fogo como um instrumento de segurança. "Infelizmente, meu irmão acreditava nisso também. Meu irmão é dessa ideologia de que a arma ia deixar ele mais seguro. A arma deixaria as pessoas mais seguras. Não que ele estivesse armado ou tentasse ser armado, mas ele acreditava nisso também, infelizmente", contou.

O rapaz pediu que o episódio provoque uma discussão sobre o armamento civil e não seja absorvido pela polarização eleitoral. "Eu acho que foi um crime muito grave e que não dá para a gente colocar na estatística de mais uma briga política. Eu acho que a questão, vocês pudessem trabalhar e falar mais sobre a problemática das armas na sociedade", observou.

A ausência de motivação política na briga já possuía confirmação do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul). Conforme as informações prestadas pelo juiz da 30ª Zona Eleitoral, a discussão que culminou na morte de Ewerton ocorreu por motivos estritamente pessoais.

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