Cansado de ver o filho passando os dias amarrado sobre uma maca na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande (MS), Antônio Marco Morales Vargas cobra por respostas sobre quando será liberada uma vaga para internação para o seu filho.
No dia 19 de setembro, Antônio Marco e o seu filho, Cleber Silva Alves Vargas, de 26 anos, saíram de Ponta Porã para Campo Grande, achando que se tratava de um encaminhamento para a internação do jovem para tratamento psicológico no Hospital Nosso Lar, mas, ao chegar ao local, descobriram que, na verdade, tudo o que havia era um pedido de agendamento.
"No hospital eles me disseram para ir ao CAPS [Centro de Atenção Psicossocial] e, chegando lá, eu recebi um encaminhamento, só que para a UPA." No dia 19 de setembro, eu dei entrada aqui na UPA com o meu filho, e desde então estamos aqui. Ele é diagnosticado com autismo e esquizofrenia, por isso amarraram ele na maca desde que chegamos."
Segundo Antônia Marco, mesmo depois de 13 dias, ele ainda não conseguiu resposta de quando o seu filho vai receber uma vaga para a habilitação no hospital. Segundo o PA, a sua maior preocupação é o quadro do filho piorar pelas condições em que ele se encontra.
"Eu não sou daqui, sou de Ponta Porã, não tenho o que fazer a não ser ficar com o meu filho aqui na UPA." Ele tem que ficar amarrado na maca para conseguirem medicá-lo. O que me preocupa é que a situação dele piora a cada dia e nada é feito. "Preciso de ajuda."
A redação entrou em contato com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) para falar sobre a situação e aguarda retorno. O caso segue sendo acompanhado pela redação do TopMídia News.








