A Justiça decretou a prisão preventiva do policial penal Maycon Roslen de Melo, de 45 anos, investigado por perseguição, violência psicológica e coação contra a ex-companheira, em Campo Grande. O mandado foi cumprido nesta terça-feira (28), e o servidor foi encaminhado a uma unidade da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), onde permaneceu à disposição do Judiciário.
A ordem foi expedida pela 1ª Vara da Comarca de Jardim. Conforme a decisão, os elementos reunidos durante a investigação indicam que a vítima teria sido monitorada e pressionada após o fim do relacionamento, que durou aproximadamente 9 anos.
Entre os fatos mencionados pela Justiça está a suposta instalação de um rastreador escondido no veículo da mulher. O equipamento teria sido utilizado para acompanhar os deslocamentos dela sem autorização.
A decisão também cita o envio insistente de mensagens e contatos que teriam provocado sofrimento emocional na vítima. Em uma das situações relatadas no processo, Maycon teria saído de Campo Grande e ido até Jardim na tentativa de localizar a ex-companheira, mesmo sem o consentimento dela.
Além da suspeita de perseguição, a investigação apura uma possível tentativa de interferência no andamento do caso. Segundo os autos, uma pessoa próxima ao policial penal teria procurado a vítima e familiares para pressioná-los a retirar a representação criminal.
Para a magistrada, os relatos e documentos apresentados apontam risco à integridade da mulher e à produção das provas. A prisão foi fundamentada na garantia da ordem pública, na proteção da vítima e na necessidade de assegurar o cumprimento das medidas protetivas.
A Justiça também autorizou buscas em endereços e veículos ligados ao investigado, com o objetivo de localizar armas, munições, acessórios e objetos que pudessem ter relação com os fatos apurados. A decisão considerou o acesso facilitado a armamento em razão da profissão exercida por Maycon.








