Guilherme Derrite (PP) e Simone Tebet (PSB), candidatos ao Senado por São Paulo, se enfrentaram durante o debate realizado pela Band e pela BandNews TV nesta quarta-feira (9).
A discussão começou durante um questionamento sobre a redução da maioridade penal e terminou com acusações envolvendo a atuação de Derrite na segurança pública de São Paulo e a participação de Tebet no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante uma resposta ao candidato Ricardo Salles (Novo), Derrite afirmou que a posição da esquerda sobre segurança pública é diferente daquela defendida pela maioria da população. Ele citou Marina Silva (Rede) e Simone Tebet como candidatas contrárias à redução da maioridade penal.
Tebet pediu direito de resposta, mas o pedido não foi concedido. Na sequência, rebateu a declaração e afirmou que não é contra a redução da maioridade penal em casos de crimes graves.
“Eu nunca disse que sou contra a redução da maioridade penal. Eu sou contra a redução para 12 ou para 14 anos; para 16 anos em casos graves”, afirmou.
A candidata defendeu a possibilidade de responsabilização de adolescentes de 16 anos em casos como latrocínio, homicídio doloso em reincidência, estupro e estupro coletivo. “Um jovem de 16 anos tem, sim, idade para poder saber o que está fazendo e ser preso”, disse.
Tebet também afirmou que pretende votar a favor da redução para 16 anos em casos graves, caso seja eleita para o Senado. Ela relacionou a medida à possibilidade de jovens de 16 anos votarem.
Na mesma fala, a candidata criticou a gestão de Derrite à frente da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo e mencionou denúncias envolvendo o ex-subcomandante da Polícia Militar.
Derrite respondeu defendendo a escolha do policial para a cúpula da corporação. Segundo ele, quando o oficial foi nomeado, não havia indícios de envolvimento em irregularidades ou faltas disciplinares.
Depois, o candidato mudou o foco para a participação de Tebet no governo Lula.
“Simone Tebet, a senhora fez parte do governo Lula. Mas que moral a senhora tem para falar de corrupção?”, questionou.
Derrite afirmou que defende a continuidade das investigações e voltou a criticar o governo federal, citando escândalos de corrupção associados a administrações petistas.
“Então, a senhora falar de corrupção... Tem que ter muita coragem para vir aqui falar do governo que a senhora fez parte, que é o governo do PT, o mais corrupto da história do Brasil”, afirmou.








