Com medo de ameaças e após abandonar a própria casa, a mãe de Davi Petrovitch Niskier Targon, assassinado em 2023, pede que as autoridades investiguem a possível ligação de um homem preso pelo Batalhão de Choque com a morte do filho. A mulher, que não será identificada por segurança, procurou o TopMídiaNews nesta quarta-feira (21), após saber que o suspeito havia sido preso em Campo Grande.
Jonathan Lucas Pereira, de 21 anos, conhecido como “Bigode”, foi detido na segunda-feira (19), durante uma ação policial na Rua João Álvares Pereira. Segundo a ocorrência, ele tinha um mandado de prisão em aberto e teria confessado participação em um homicídio ocorrido em 8 de outubro, no Jardim Tarumã. A mãe afirma que ele também estaria envolvido na morte de Davi e em outros assassinatos na Capital, mas essas suspeitas ainda precisam ser confirmadas pelas investigações.
“Eu quero ajuda para manter ele preso, senão ele vai sair”, relatou a mulher à reportagem. Ela afirma que deixou a própria residência por temer represálias e pede que seu nome seja preservado.
Além da morte do filho, a denunciante relaciona o suspeito aos assassinatos de Marcelo, conhecido como Mangote, morto em 2024, e de Lucas Henrique Santos Vieira, o Gato Preto. Ela também cita o caso de Gian Marcelo, de 27 anos, morto durante um latrocínio no Parque do Lageado.
Suspeito teria confessado participação em execução
De acordo com o registro do Batalhão de Choque, o homem foi abordado junto de outro suspeito, de 20 anos, durante diligências relacionadas a crimes de roubo. Ao perceberem a aproximação dos policiais, os dois tentaram fugir.
Na ocorrência, Bigode teria relatado participação direta no homicídio registrado em 8 de outubro, no Jardim Tarumã, afirmando que atuou como executor ao lado de outro indivíduo.
O crime ocorreu em uma casa de festas, onde um homem foi baleado e morreu dentro de uma piscina. Outra pessoa também foi atingida por disparos. Câmeras de segurança registraram a execução.
Ainda conforme a ocorrência, o suspeito teria admitido participação indireta no assassinato de 16 de outubro, quando Gian foi morto com disparos nas costas ao chegar em casa no Lageado, ao afirmar que emprestou armas que teriam sido utilizadas no crime.
Durante a ação, os policiais apreenderam quatro armas de fogo, munições, aproximadamente 537 gramas de maconha, 12 gramas de cocaína, uma motocicleta roubada e um motor de motocicleta também identificado como produto de roubo. O prejuízo estimado ao crime foi de R$ 60 mil.
Os dois homens foram encaminhados à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Cepol). As declarações atribuídas ao suspeito e as possíveis ligações com outros homicídios deverão ser apuradas pelas autoridades.
A reportagem questionou a Polícia Civil a respeito das afirmações da mulher, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.









