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quarta, 04 de agosto de 2021
Polícia

Mãe deseja que culpados pela morte do filho Wesner paguem na cadeia

Marisilva pretende continuar campanha após pandemia da covid-19

07 maio 2020 - 15h00Por Nathalia Pelzl

“Eles têm que ir para júri popular, eles mataram meu filho. Eles falam que estavam brincando, brincadeira não mata”, essa frase tem sido o lema da dona de casa Marisilva Moreira da Silva, 47 anos, mãe de Wesner Moreira da Silva, morto aos 17 anos, após ter uma mangueira de alta pressão introduzida no ânus.

Três anos da ausência do caçula, ela mantém tudo que era do menino guardado. “Não é fácil perder um filho, ainda mais da forma violenta como foi. Acabou com a vida da gente, a maldade só destrói, a gente segue caminhando na medida do possível”.

A expectativa da família é que Thiago Giovani Demarco Sena e Willian Henrique Larrea sejam levados e julgados em júri popular o mais rápido possível.

“Estamos esperando passar essa pandemia, a gente vai pra batalha de novo, queremos arregaçar as mangas até os dois pagarem pelo que fizeram. Todos os dias a gente fica triste e esperando que a Justiça convoque os dois para júri popular, estou sempre conversando com Deus, buscando pessoas próximas à família. A gente não viu os acusados sendo julgados, estão soltos, a gente fica com coração apertado e vazio”, finaliza.

Relembre o caso

Wesner teve uma mangueira de alta pressão de ar introduzida no ânus, dentro de um lava-jato, no dia 3 de fevereiro de 2017. Ele trabalhava com Willian no local, que pertencia a Thiago.

Após o ocorrido, Wesner ficou 11 dias internado na Santa Casa da Capital e faleceu no dia 14 do mesmo mês.