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Polícia

Mãe denuncia assédio de assistente contra filho em escola na Capital

Entre conversas de cunho sexual, suspeita teria dito que pegaria o menino se ele tivesse 18 anos por ter "uma boca gostosa"

14 maio 2022 - 08h30Por Vinicius Costa

Uma mãe decidiu procurar a Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) na tarde desta sexta-feira (13) para denunciar um possível assédio sexual contra seu filho, vindo de uma assistente, na Escola Municipal José Dorilêo de Pina, no Jardim Monumento, em Campo Grande.

Ela descobriu mensagens de cunho sexual encaminhadas pela funcionária para seu filho através de um aplicativo de conversas.

Casos de assédio e abusos sexuais contra menores ganharam destaque nesta semana pela enorme quantidade de mães que procuraram a delegacia para relatar possíveis episódios contra seus filhos - dois casos foram divulgados envolvendo escolas particulares.

Dessa vez, na escola municipal, a suspeita conversava tanto na sala de aula, como no WhatsApp, mas a mãe tomou conhecimento da situação. Segundo o boletim de ocorrência, uma das mensagens dizia que se a criança tivesse 18 anos, a profissional pegaria a vítima.

"Você tem uma boca gostosa", teria sido uma das mensagens enviadas pela suspeita. Ela também teria afirmado que ficou com homem casado e fez sexo oral em um jovem.

Ainda segundo o registro, a criança relatou que a funcionária teria enviado uma foto sensual para o aluno apenas de calcinha.

Conforme o registro, a mãe descobriu o possível assédio no último domingo (8) e desde então passou a entrar em contato com a direção da escola. Sem ter como pegar as mensagens no celular do filho, ela teve acesso após a diretora realizar uma "varredura" no celular da suspeita e tirar alguns prints, que podem servir como prova.

Com as imagens, a mãe foi orientada pela diretora a procurar a delegacia para o registro da ocorrência, feita como submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância, a vexame ou constrangimento.

No boletim, a mãe relatou que a assistente foi afastada temporariamente de suas funções após a escola ter conhecimento do possível ato de assédio sexual.

Entramos em contato com a assessoria da Prefeitura e Secretaria Municipal de Educação e aguardamos respostas.