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Polícia

Morto em troca de tiros com a PM tinha pena de 11 anos por assalto em fazenda

Osnei Moreira, afirma a polícia, teria matado um militar ontem, sexta-feiram na Capital

20 outubro 2018 - 15h10Por Celso Bejarano e Thiago de Souza

Osnei de Carvalho Moreira, 45, sem profissão definida, morto a tiros por policiais militares na manhã deste sábado (20), numa fábrica abandonada no Núcleo Industrial, em Campo Grande, já havia sido condenado por roubo, a 11 anos e três meses.

Leitinho – apelido de Osnei –, segundo a PM, teria matado com um tiro no peito, ontem, sexta-feira (19), o soldado do 10º Batalhão da Polícia Militar, Gilberto Biano Medes Valiente.

De acordo com o divulgado pela PM, Osnei foi morto por reagir à prisão e disparar tiros contra os militares que queriam prendê-lo. 

O militar morto na sexta não cumpria expediente na corporação e, sim, na hora do crime, agia como segurança de um frigorífico na região do Indubrasil.

Quando o corpo do PM foi achado suspeitou-se que ele teria cometido suicídio. No entanto, informações ainda não divulgadas oficialmente revelam que o soldado teria flagrado Osnei roubando cobre na área do frigorífico e os dois entraram em luta corporal. O militar foi morto com tiro à queima roupa.

CRIMES

O histórico criminal de Osnei, segundo informações armazenadas no site do Tribunal de Justiça de MS, surge a partir de 2006. Em abril daquele ano, Osnei e mais seis homens invadiram a fazenda das Araras, em Terenos e assaltaram a família que lá morava.

Leitinho fugiu, mas foi detido em setembro de 2007. Dois anos depois, a justiça o sentenciou a cumprir condenação de 11 anos e três meses. 

No entanto, recorrendo a regime de progressão da pena, ele foi beneficiado, saiu da cadeia e seguiu para o regime semiaberto. Não fosse a progressão, a pena de Osnei expiraria somente em dezembro deste ano.

Em abril de 2016, no Jardim Indápolis, onde morava, Osnei e uma mulher invadiram a casa e fez um limpa no imóvel levando de roupas a aparelhos eletrônicos. Esse processo contra ele, segundo  informações da corte, está suspenso.