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Polícia

23/08/2017 07:00

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MS é o quinto Estado com mais batismos do PCC no país, diz MP paulista

São mais de mil 'batizados' no Estado e número está em crescimento

Em guerra com o CV (Comando Vermelho), a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) está em expansão em todo o país e já possui mais de mil ‘batizados’ em Mato Grosso do Sul. Ponto estratégico para o comando do tráfico de drogas, o Estado já é o quinto no ranking de membros da quadrilha.

O ‘batismo’ do PCC funciona como um acordo de fidelidade entre o criminoso e a facção, em que ele assume o compromisso de cumprir as ordens do grupo e, em troca, pode obter uma série de benefícios, como compra de drogas a prazo, proteção nos presídios e, em alguns casos, até comida especial na cadeia.

Segundo a Folha de S. Paulo, o Ministério Público paulista estima que o PCC tenha 16.195 integrantes fora do estado de origem, sendo 1.096 em Mato Grosso do Sul. Em São Paulo são 8.534 integrantes, 2.426 no Paraná, 2.403 no Ceará e 1.263 em Alagoas. Os números só são pequenos em regiões que o CV domina, como o Rio de Janeiro com 83 integrantes.

O cálculo é realizado de acordo com controle do próprio PCC. A facção criminosa mantém todos os registros, pois os batizados têm que pagar contribuições mensais, destinadas tanto para o aumento do poderio do grupo quanto para a ajuda das famílias de presos da facção. Eles têm ainda obrigações a cumprir, e a inadimplência é passível de punição.

Porta de entrada

Conforme a Folha de S. Paulo, o criminoso precisa ser convidado por outro já pertencente à quadrilha, com aval de outros dois ‘batizados’, para poder entrar. O nome do padrinho e o próprio nome de guerra se tornam uma espécie de RG do detento e quem convida assume responsabilidade pelo afilhado e pelos erros cometidos por ele.

Um problema grave de indisciplina, como matar um colega sem autorização da cúpula, pode custar a vida de ambos. Por isso, conforme a investigação policial, os presos por matar e esquartejar Fernando Nascimento dos Santos, 22 anos, em Campo Grande, receberam uma ligação autorizando a execução antes de realizar o crime.

Plano de expansão

De acordo com a polícia, o PCC está em plena expansão e pode chegar a 30 mil integrantes fora de São Paulo até o fim do ano. Em seminário do Ministério Público paulista em março, o promotor Lincoln Gakiya afirmou que os chefes da quadrilha determinaram que cada integrante fora do Estado 'batizasse' outro.

Para conseguir fazer esse recrutamento em massa, uma das estratégias seria reduzir as exigências dos padrinhos e chamar de volta criminosos que haviam sido expulsos da facção por alguma irregularidade. Em São Paulo, a reconvocação pode ocorrer com aqueles que saíram nos últimos 90 dias. Já fora do Estado, não há limite de tempo.

Como começou

A Folha de S. Paulo explica que o aumento da força do PCC começou em 1998, quando o governo paulista decidiu mandar os chefes da facção para outros estados, em prisões sem isolamento entre os grupos. O objetivo era enfraquecer o bando em São Paulo, mas teve efeito reverso em todo o país.

No entanto, o projeto de controlar todos os presídios começou há cerca de três anos, quando o CV começou a proibir os ‘batismos’ do PCC em alguns estados, como o vizinho Mato Grosso, que é dominado pela facção rival. Entre outros problemas, a medida deu início à guerra por poder entre os dois grupos. 

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