Marilei Pereira de Souza, de 44 anos, assassinada a tiros nesta terça-feira (1º), em Maracaju, havia sido condenada pela morte do então companheiro, Romildo Alves Costa, ocorrida há 10 anos.
Romildo tinha 29 anos quando foi morto, em 24 de agosto de 2016, dentro da casa onde vivia com Marilei, na Rua Antônio Correa Hortêncio, em Sidrolândia. Conforme informações divulgadas sobre o processo, ele sofreu 12 golpes durante o ataque.
Na época, Marilei afirmou à polícia que havia agido após ser agredida durante uma discussão. Segundo a versão apresentada por ela, Romildo teria pressionado seu pescoço contra a parede e usado uma faca, causando um ferimento de raspão. Ela relatou ter reagido com uma garrafa e depois utilizado um facão.
A irmã de Marilei, Marinalva Pereira de Souza, também foi acusada de participar do crime. Após a morte, as duas fugiram para Maracaju e se apresentaram à polícia em outubro daquele ano. Elas chegaram a permanecer presas por cerca de 5 meses antes de serem colocadas em liberdade mediante medidas cautelares.
O caso chegou ao Tribunal do Júri em fevereiro de 2023. Marilei e a irmã foram condenadas a 5 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto.
Após a morte de Marilei, a filha de Romildo comentou o assassinato nas redes sociais e relembrou o crime ocorrido em 2016.
“Deus tarda, mas não falha. Exatamente há 10 anos ela matou meu pai. Por isso, Deus tarda, mas não falha”, escreveu.
Marilei foi assassinada na residência onde vivia, no bairro Ilha Bela I, em Maracaju. O autor teria chegado de motocicleta, efetuado os disparos e fugido.
Marilei ainda estava viva quando o marido chegou ao imóvel e a encontrou caída no quintal. Conforme o boletim de ocorrência, ela chegou a pedir para ser colocada na sombra, mas morreu antes da chegada do Corpo de Bombeiros.
A Polícia Civil investiga o homicídio e uma possível ligação com episódios recentes envolvendo o filho de Marilei, preso dias antes em ocorrência relacionada a arma, drogas e uma tentativa de homicídio.








