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sábado, 26 de setembro de 2020
Polícia

‘Nossa família nunca mais foi a mesma’, diz irmão de empresário morto por PRF

O julgamento do policial acontece neste próximo dia 11 de abril

09 abril 2019 - 07h00Por Anna Gomes

Ronaldo Correia do Nascimento, 38 anos, irmão do empresário Adriano do Nascimento, 31 anos, assassinado em dezembro de 2016 pelo policial rodoviário federal Ricardo Hyun Su Moon, 48 anos, diz que quer justiça e a família está esperançosa em relação ao julgamento do réu, que acontece nesta quinta-feira (11), em Campo Grande.

“Estava tudo muito pesado para nós. Nossa família nunca mais foi a mesma, ele nos destruiu. Éramos em oito irmãos e agora ficou um buraco vago entre a gente. Minha mãe já é idosa e está na esperança que aconteça justiça neste julgamento”, diz Ronaldo.

Ainda de acordo com Ronaldo, os parentes vão participar do julgamento, que demorou mais de dois anos para acontecer, mas ainda não confirmam se haverá, ou não, algum protesto em frente ao Fórum da Capital.

(Ricardo Moon. Foto: Wesley Ortiz)

“Estamos nos organizando, mas o que queremos de verdade é vê-lo atrás das grades. Ele matou o meu irmão e continua livre. Gastaram mais de R$ 1 milhão com a defesa de um assassino e ainda estão tentando denegrir a imagem do meu irmão. É fácil destruir e falar mal de alguém que já morreu, né? A pessoa não tem como se defender, mas nós vamos honrar sua memória. Isto nos mostra como é o país que vivemos”, desabafou.

Crime

Por volta das 5h30 de 31 de dezembro de 2016, o PRF Ricardo Moon, que dirigia uma Pajero, se envolveu em uma briga de trânsito com o empresário Adriano Correia do Nascimento, que seguia em uma caminhonete Hilux, na Avenida Ernesto Geisel.

O empresário e o policial iniciaram uma discussão, quando Moon decidiu acionar a Polícia Militar. Instantes depois, após mais bate-boca, o PRF sacou sua pistola .40 e atirou contra os ocupantes do veículo, que além de Adriano, estavam mais dois homens.

O jovem de 17 anos que o acompanhava foi baleado nas pernas. Outro acompanhante no veículo, um supervisor comercial, de 48, quebrou o braço esquerdo e sofreu escoriações com a batida. Ambos foram socorridos e sobreviveram.

O policial ficou no local do crime e chegou até a discutir com uma das vítimas, mas não foi preso na ocasião, mesmo havendo policiais militares no local. Posteriormente, ele acabou sendo indiciado em flagrante ao comparecer na delegacia com um advogado e representante da PRF.

Em seu depoimento, Moon disse que agiu em legítima defesa depois de ter visto um objeto escuro que poderia ser uma arma, na mão de uma das vítimas, durante a tentativa de fuga do empresário com caminhonete. Ele também teria sido atingido pela camionete. No interior do veículo, os investigadores encontraram apenas celulares das vítimas.

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