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Polícia

há 35 minutos

'Operação Amparo' já ouviu 30 pessoas em investigação sobre maus-tratos em creche de Nova Andradina

Ministério Público apreenderam celulares e documentos durante ação nesta quarta-feira

A Polícia Civil e o Ministério Público de Mato Grosso do Sul deflagraram, na manhã desta quarta-feira (30), a Operação Amparo para investigar denúncias de maus-tratos, tortura e omissão na comunicação de violência contra crianças e adolescentes em uma creche particular de Nova Andradina.

A investigação é conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Nova Andradina e pelas 2ª e 3ª Promotorias de Justiça do município. A apuração começou após o recebimento de informações sobre possíveis agressões contra crianças atendidas na unidade.

Durante as diligências, mães, ex-funcionárias e outras pessoas que teriam conhecimento dos fatos foram ouvidas. Ao todo, 30 pessoas já prestaram depoimento formalmente.

Os investigadores também reuniram fotografias, vídeos e outros materiais que estão sendo analisados. Entre os elementos levantados estão relatos de possíveis castigos físicos e situações que teriam provocado sofrimento psicológico às crianças.

Um dos vídeos analisados mostra, aparentemente, a responsável pelo estabelecimento usando um borrifador contra uma criança e determinando que ela dormisse. O conteúdo do líquido utilizado ainda está sendo investigado.

Com base nos elementos reunidos durante o inquérito, a Polícia Civil e o Ministério Público solicitaram à Justiça mandados de busca e apreensão em endereços ligados a duas investigadas, entre eles a própria creche.

Também foi solicitada a suspensão das atividades da proprietária como cuidadora de crianças, tanto no estabelecimento quanto em sua residência, enquanto as investigações estiverem em andamento.

Os pedidos foram deferidos pelo Poder Judiciário.

Durante o cumprimento das ordens, foram apreendidos dois aparelhos celulares e uma grande quantidade de documentos, que deverão auxiliar no avanço das apurações.

A operação contou ainda com apoio da Polícia Militar e da Unidade de Investigação de Crimes Cibernéticos do MPMS.

O nome “Amparo” faz referência à proteção de pessoas em situação de vulnerabilidade, especialmente crianças e adolescentes.

As investigações continuam, e novos depoimentos e a análise do material apreendido deverão ajudar a esclarecer as circunstâncias dos fatos.

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