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segunda, 30 de novembro de 2020
Polícia

Operação contra pedofilia prendeu empresário, advogado, sargento e técnico contábil

Durante as buscas, os policiais localizaram materiais contendo pornografia infanto-juvenil

29 outubro 2020 - 11h20Por Diana Christie e Willian Leite

A Operação “Deep Caught 3”, deflagrada pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) na manhã desta quinta-feira (29), mostra que pedófilos não apresentam um perfil facilmente reconhecido na sociedade. Entre os presos hoje, estão homens das mais variadas profissões, na faixa dos 30 e poucos anos.

Segundo a delegada Marília de Brito, titular da DEPCA, a polícia civil faz monitoramento constante da internet e essa investigação em especial já dura seis meses. Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, onde foram recolhidos computadores, HDs e celulares, totalizando 202gb de informações.

Os alvos foram: um advogado e professor de Direito Penal de 35 anos, no bairro Bom Jardim, um sargento do Exército de 37 anos, preso no Lar do trabalhador; um empresário de 37 anos encontrado no Vilas Boas; e um técnico contábil de 34 anos, morador do bairro São Francisco. Todos os endereços são em Campo Grande.

Segundo Marília, o empresário também vai responder pela posse ilegal de uma arma calibre 38 e o advogado por ter uma pistola .40.

Delegada Marília Brito, da DEPCA

A Operação

A Operação “Deep Caught 3” se refere ao trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil no ambiente da Deep Web (locais de difícil acesso da internet) e com a consequente localização e captura de autores de crimes praticados contra crianças e adolescentes.

Durante as buscas, os policiais localizaram materiais contendo pornografia infanto-juvenil. Os acusados devem responder pelo crime descrito no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente).

Segundo a DEPCA, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão, de 3 a 6 anos pelo compartilhamento e de 4 a 8 anos de prisão pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

Os presos foram levados para a delegacia, onde ficarão à disposição da Justiça.

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