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domingo, 20 de setembro de 2020
Polícia

Operação Impetus desarticula Central criada para assassinar servidores em MS

A Central foi criada por membros do PCC, que monitoravam a rotina de servidores da segurança pública

20 março 2019 - 07h29Por Dany Nascimento

A Operação Impetus foi desencadeada na manhã desta quarta-feira (20), pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado), no Estabelecimento de Segurança Máxima de Campo Grande. Foi desarticulada uma central de Inteligência do PCC (Primeiro Comando da Capital), que agia dentro do presídio e no estabelecimento de Dourados, planejavando a execução de 12 servidores de segurança pública do Estado. 

De acordo com a polícia, a central do PCC foi montada de forma compartimentada e reservada dentro da facção criminosa, onde presos com funções de liderança criminosa recrutaram internos integrantes do PCC distribuídos entre os sistemas fechado, aberto e semiaberto, e ainda, alguns simpatizantes. Essas pessoas tinham a missão batizada de ‘Salve do Quadro’, para que levantassem de forma sigilosa os mais diversos dados pessoais e profissionais em torno de servidores de segurança pública, que seriam mortos.  

A investigação é desenvolvida pela equipe da Deco há quatro meses e concluiu, ainda, que os membros da central utilizavam as redes sociais para fazer levantamentos sobre a vida dos servidores, como facebook, instagram, twitter, snapchat, bem como fontes oficiais através do cadastros de dados publicados em páginas oficiais nos mais diversos órgãos públicos e diários oficiais.

Após colher os dados, as informações eram enviadas para integrantes que se encontram evadidos ou em liberdade condicional, que davam continuidade nos levantamentos. Em seguida, os membros passavam a acompanhar e faziam fotos e vídeos da rotina dos servidores.

De acordo com a Operação, a ordem era começar a assassinar servidores nos próximos dias. A central articulada pelo PCC também foi descoberta em outros estados, mas já teria resultado na execução de três servidores de presídios federais. A central é composta por vinte presos do sistema penitenciário estadual .

Foram escoltados para a sede da delegacia os presos Augusto Macedo Ribeiro, vulgo Abraão, Laudemir Costa dos Santos; o vulgo Dentinho, Willyan Luiz de Figueiredo; o vulgo Daniel, todos custodiados no presídio. Também foram encaminhados Diego Duveza Lopes Nunes,  o vulgo Pitbull, e Wantensir Sampatti Nazareth - o vulgo Inverno, que vieram remanejados da PED de Dourados

Todos tinham função de liderança  e serão interrogados e indiciados pelo crime de ameaça e organização crimonosa em inquérito policial, que resultou na Operação Impetus, que tem por significado, Contra Ataque.

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