A baixa estrutura dos muros e a falta de medidas efetivas de segurança nas EMEIs (Escolas Municipais de Educação Infantil) de Campo Grande preocupam pais de alunos. Um deles, que preferiu não se identificar por medo de retaliações, afirma que furtos e atos de vandalismo são recorrentes e cobra providências do poder público.
Pai de duas crianças de 5 anos matriculadas na EMEI Waldemiro Santiago, na região do Bairro Centenário, ele relata que acompanha a situação há anos e considera a vulnerabilidade da unidade um risco não apenas ao patrimônio público, mas também às crianças e aos servidores.
Segundo o denunciante, o muro da escola tem cerca de 1,5 metro de altura, o que facilita invasões. "O muro tem 1,5 metro de tamanho. É ridícula a estrutura", afirmou.
Além da reclamação, o pai pediu ainda que sejam estudadas medidas como o aumento da altura dos muros e a instalação de cercas elétricas para reforçar a segurança das unidades.
De acordo com o pai, o problema não se restringe à EMEI onde os filhos estudam. "Os EMEIs de Campo Grande são todos do mesmo desenho arquitetônico. Há vários furtos. Os muros são baixos, causando riscos às crianças e às funcionárias. Não há segurança concreta", disse.
Ele afirma que a unidade conta apenas com um guarda patrimonial, descrito por ele como um servidor idoso, enquanto uma viatura da Guarda Civil Metropolitana passa pelo local apenas uma vez ao dia.
Ainda conforme o relato, as invasões costumam ocorrer durante a noite ou nos fins de semana, quando não há movimentação nas escolas.
A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para saber se há previsão de reforço na segurança das EMEIs, se existe algum projeto para adequação da estrutura dos muros e quais medidas vêm sendo adotadas para reduzir furtos e invasões nas unidades. O espaço segue aberto para manifestação.








