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quinta, 22 de abril de 2021
Polícia

Pastor que esfaqueou mulher grávida vai continuar preso, determina juiz

Segundo magistrado, ele oferece risco

19 novembro 2020 - 10h45Por Nathalia Pelzl

O pastor Jorge de Souza Valdez, 44 anos, que espancou a mulher grávida, em Três Lagoas, vai continuar preso. A decisão é do Juiz da 1ª Vara Criminal de Três Lagoas, Rodrigo Pedrini, que acatou a decisão do Ministério Público. 

Conforme a decisão, o mesmo oferece risco. A decisão foi publicada nesta semana, o magistrado citou outros casos de violência doméstica cometida pelo pastor no ano de 2019, quando o mesmo era casado com outra mulher. 

“Verifica-se que o acusado, conforme antecedente, já vinha demonstrando a tendência de atos de violência doméstica, pois foi denunciado por ato praticado contra sua ex-companheira em fevereiro de 2019, ocasião em que disse que cortaria o pescoço da vítima, como fez no presente caso”, pontuou

“Outrossim, causou o aborto de seu próprio filho, estando a vítima estado grave, o que demonstra que a liberdade do acusado representa risco em concreto, que não pode ser evitado por medidas cautelares menos gravosas para garantia da ordem pública”, decidiu o magistrado. 

Jorge de Souza Valdez está preso na Penitenciária de Segurança Média (PSM), de Três Lagoas. 

O CASO

Jorge de Souza Valdez, 44 anos, foi preso em flagrante após tentar matar a esposa Regiane Cales da Silva, 41 anos, a facadas, no último dia (9), no residencial Cleide Maria, Conjunto Habitacional Orestinho, zona Oeste de Três Lagoas.

A vítima estava grávida de 6 meses e dormia quando foi atacada no pescoço pelo marido. 

Após esfaquear a mulher, Jorge se feriu com a faca e, ao perceber que a esposa estava viva, a levou no hospital. 

Segundo a polícia, o autor tinha como objetivo que Regiane morresse no trajeto. 

Ao chegar no hospital, Jorge se deparou com três viaturas da Polícia Militar que atendiam a ocorrência de um acidente de trânsito, ocorrido durante a madrugada e acabou confessando ter esfaqueado a esposa, conforme o site JP News. 

Regiane perdeu grande quantidade de sangue e chegou em estado gravíssimo, sofreu uma parada respiratória e teve o parto realizado pela equipe médica.

O bebê precisou ser reanimado e foi levado para uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas não resistiu.