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Polícia

há 21 minutos

Polícia conclui que morte de Fabíola Marcott em Campo Grande foi feminicídio e indicia cardiologista

João Jazbik Neto foi preso na sexta-feira, depois de uma determinação da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital

A Polícia Civil concluiu que a morte da fisioterapeuta Fabíola Marcotti, de 51 anos, foi um feminicídio e não um suicídio, como havia sido apontado inicialmente. O marido dela, o cardiologista João Jazbik Neto, de 78 anos, foi preso preventivamente na sexta-feira (14), em Campo Grande, por determinação da 2ª Vara do Tribunal do Júri da Capital.

Segundo a Polícia Civil, a conclusão sobre o feminicídio ocorreu após a realização de perícias técnicas que reuniram elementos considerados suficientes para comprovar que Fabíola foi vítima de violência doméstica e familiar.

A mulher foi encontrada morta dentro da residência onde morava com o marido, no bairro Chácara dos Poderes. Na época, a morte foi inicialmente registrada como suicídio.

Conforme o relato apresentado à polícia, Fabíola teria seguido a rotina normalmente naquela manhã e, em determinado momento, subido para o andar superior da casa. O marido teria estranhado a demora e ido até o quarto do casal. Como a porta estava trancada, voltou para o andar de baixo. Pouco depois, teria ouvido um disparo.

Ao retornar ao quarto, encontrou a mulher ferida. Ela não resistiu e morreu no local.

A Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros e equipes da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) estiveram na residência. Naquele primeiro momento, a hipótese de suicídio foi considerada.

Com o avanço da investigação, porém, novos elementos foram analisados. Segundo a Polícia Civil, laudos do Instituto de Criminalística e do Instituto Médico Legal afastaram a hipótese de suicídio e apontaram para o feminicídio.

Além das perícias, investigadores ouviram testemunhas e analisaram dados extraídos de celulares apreendidos durante a apuração.

A Polícia Civil informou que todas as diligências foram concluídas e que o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para análise e eventual oferecimento de denúncia.

Defesa contesta prisão

João Jazbik Neto já havia sido preso anteriormente por porte ilegal de arma de fogo após a morte da mulher. Na ocasião, diversas armas foram apreendidas na residência.

Depois, ele recebeu liberdade provisória mediante medidas cautelares, entre elas o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com testemunhas.

O advogado José Belga Trad, que representa o cardiologista, classificou a prisão preventiva como "descabida" e afirmou que a defesa pretende recorrer da decisão.

Segundo o advogado, o inquérito ainda não teria sido concluído no momento da prisão e não havia denúncia apresentada contra o investigado.

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