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Polícia

Preso, Adélio Bispo mantém obsessão por matar Bolsonaro e Temer

Para autor da facada, os dois políticos são parte de 'conspiração global' da maçonaria para prejudicar país

05 setembro 2019 - 13h27Por Da redação/Meia Hora

O homem que tentou assassinar o Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial no dia 6 de setembro de 2018 mantém do presídio federal de Campo Grande (MS) a obsessão em matar o presidente e o ex-presidente Michel Temer. Adélio Bispo de Oliveira, 41, ameaça matar os dois para cumprir uma missão enviada por Deus.

As informações foram obtidas dos laudos laudos psiquiátricos e documentos no processo judicial do autor das facadas divulgados pelo jornal Folha de S. Paulo.

O autor da facada disse para avaliadores que se sente na obrigação de concluir a missão de "salvar o Brasil para a qual foi escolhido por Deus". Adélio acredita que Temer e Bolsonaro são parte de um plano para entregar riquezas do Brasil ao FMI (Fundo Monetário Internacional), à máfia italiana e aos maçons.

"Quando sair, eu vou matar o Temer. Sei até onde ele mora, no Alto de Pinheiros", disse em uma avaliação psiquiátrica. Ele mencionou que uma voz já o mandou comprar uma arma para matar o ex-presidente.

A Polícia Federal também obteve provas de que Adélio  pesquisou o perfil de outros políticos em Juiz de Fora, em agosto de 2018. A informação consta em relatório da PF baseado no histórico de sites acessados por ele em uma LAN house da cidade mineira. 

"João Amoêdo é maçom?", buscou no Google em 29 de agosto de 2018. Ele também quis saber se Magno Malta (PL), aliado de Bolsonaro na campanha, era da fraternidade. Adélio se recusa a receber tratamento para a doença com a qual foi diagnosticado: transtorno delirante persistente.