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Polícia

Preso por crime eleitoral, 'jornalista' agora vai em cana por extorsão em MS

Uma das vítimas de Fabiano Portilho o gravou e ajudou a justiça a condená-lo

12 setembro 2018 - 19h00Por Thiago de Souza

Criminoso em série, que se apresenta ao público como jornalista, Fabiano Portilho Coene, foi preso  novamente em Campo Grande, por ordem da justiça. No dia 2 de agosto, ele foi parar na cadeia por conta de crime eleitoral. Agora, a acusação é de extorsão contra um famoso empresário da Capital, que já morreu.

A decisão foi do juiz Márcio Alexandre Wust, da 6ª Vara Criminal de Campo Grande, datada do dia 20 de agosto.

Conforme a denúncia do Ministério Público Estadual, em abril de 2010, Fabiano era repórter de um jornal de pequeno porte em Campo Grande. Ele entrou em contato com o empresário Adriano Correia do Nascimento, dono de uma susheria famosa, dizendo que tinha denúncia de um cliente sobre alguma irregularidade no restaurante.

Portilho, então, deixou o profissionalismo de lado e chantageou o empresário, dizendo que as informações que tinha poderiam manchar a imagem do local. O comerciante, de forma astuta, fingiu entrar no esquema criminoso e passou dois cheques, no valor de R$ 1.500 cada, mas passou a gravar as ligações e denunciou o esquema criminoso.

A investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado passou a monitorar Fabiano e outros investigados. Inclusive, as interceptações duraram 30 dias. Também havia farta documentação e escutas ambientais que comprovaram a forma covarde como Fabiano agia.

Sobre Fabiano Portilho, os diálogos interceptados pelo Gaeco revelam um homem dissimulado e voraz contra as vítimas na busca pelo dinheiro.

O Ministério Público Estadual fez questão de ressaltar na denúncia que Fabiano ''ao invés de prestar o serviço de bem informar  a sociedade, sobrevive de extorsões diariamente praticadas contra pessoas que, pelo cargo que ocupam, ou pela atividade empresariam desenvolvida, acabam por efetuar pagamento em favor do jornal, temendo macular sua imagem, sem contar que tais notícias acabam por iludir e confundir leitores, vez que costumeiramente são plantadas ou inventadas''.

Fabiano foi condenado em primeira instância. Ele recorreu ao Tribunal de Justiça, que manteve a condenação. Ele recorreu a própria corte com embargos, mas não teve sucesso e agora cumpre pena pelo crime que cometeu.

Portilho responde ainda por diversos processos, inclusive do TopMídiaNews, por ofensas, calúnias e difamações publicadas em redes sociais e sem base concreta alguma. Contra ele há até determinação de retirada das ofensas do Facebook; ordem que ele ilegalmente descumpriu. Agora, o próprio Facebook foi notificado para a retirada dos posts ofensivos.