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Polícia

'Não sou o Chuck Norris do tiro': PRF tira corpo fora e diz que empresário o ameaçou de morte

Policial que matou empresário afirmou que a questão era de vida ou morte, uma vez que Adriano estaria armado com a caminhonete

11 abril 2019 - 11h58Por Rodson Willyams e Dany Nascimento

"A culpa é do Adriano", afirmou o policial rodoviário federal Ricardo Hyiun Su Moon, acusado de matar o empresário de Adriano Correia do Nascimento, no dia 31 de dezembro de 2016. Ele prestou depoimento no seu julgamento nesta quinta-feira (11), no Tribunal do Júri, em Campo Grande.

O policial afirmou que era uma questão de vida ou morte, uma vez que o empresário o teria ameaçado ao acelerar o veículo em que estava com mais dois ocupantes. "Ele me ameaçou dando arrancada com a caminhonete. Ele estaria armado com uma caminhonete que pesa toneladas. Somos treinados para não atirar em veículos porque isso não para carro. Isso só acontece em filmes".

Ele afirmou que foi Adriano quem 'decidiu' o que aconteceria minutos depois, resultando a sua morte. "Durante todo o tempo das discussão e da abordagem tivemos diversas oportunidades, mas insistiam na discussão e o Adriano que decidiu, quando acelerou o carro contra mim. Me senti em perigo, era uma questão de vida ou morte. Eu fui vítima de tentativa de homicídio, meu objetivo era não morrer".

Ao ser questionado porque não identificou a qual corporação pertencia no momento em que fazia a abordagem Moon relatou que não o fez porque seria 'cômico' levantar a camiseta para mostrar que era da PRF, uma vez, que ele usava uma camisa polo por cima do uniforme.

Quanto à questão de ser atirador de excelência, o policial disse que chegou a participar de competições no Estado, mas afirmou não ser o 'Chuck Norris do tiro'.

O que passou pela cabeça?

Ricardo ainda disse que, no momento em que foi fechado pelo empresário no trânsito, chegou a pensar em diversas coisas. Uma delas, que estaria sofrendo um ataque, uma vez que, em 2015, um ano antes do crime, teria sido ameaçado.

Em outro momento, chegou a declarar que pensou que poderia ser um assalto e que só depois entendeu que era um 'motorista alcoolizado'.

Moon afirmou que foi preciso impedir que Adriano seguisse caminho, uma vez que poderia causar acidentes considerando que estaria embriagado. Ele destaca que responder judicialmente se tivesse o liberado. "Fiz isso pela proteção de Campo Grande", enfatizou.

Mas, ao final, o PRF lamentou o ocorrido e disse que não era sua intenção causar a morte do empresário.

Ao juiz, ainda confirmou que possuía três armas à época: um revólver, uma carabina e um rifle de precisão.

O Júri foi suspenso após uma pessoa passar mal e deve ser retomado às 12h30.