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segunda, 23 de novembro de 2020
Polícia

Professor universitário, advogado preso com vídeos de pedofilia diz que era pesquisa para TCC

Ele foi preso no bairro Bom Jardim, em Campo Grande

30 outubro 2020 - 09h40Por Diana Christie

Professor universitário de Direito Penal, o advogado de 35 anos, preso na Operação “Deep Caught 3” declarou, em depoimento, que baixava os arquivos de pedofilia para realizar um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) sobre o tema.

Ele alega que descobriu palavras-chave para a busca assistindo televisão e baixou um programa de computador para acessar os vídeos, pois não sabia acessar a deep web (internet profunda). A pesquisa teria sido realizada entre 2018 e 2019.

Questionado sobre arquivos recentes, o advogado alega que não sabia que os vídeos eram compartilhados com outros usuários e que o programa baixou esses arquivos sozinho. Também disse que o computador ficou lento e, por isso, desinstalou o programa.

No notebook dele, a polícia encontrou mais de 100 vídeos de materiais pornográficos envolvendo crianças e adolescentes, totalizando mais de 100gb de arquivos. Sobre isso, o professor afirma que esqueceu da pasta quando parou de pesquisar o TCC.

Um depoimento especial foi adicionado ao inquérito, em que o advogado é acusado de pedir aos filhos, de 2 e 10 anos, para usarem roupas curtas e apertadas para gravação. Neste caso, o advogado nega todas as acusações.

Ele foi preso no bairro Bom Jardim, em Campo Grande, na manhã desta quinta-feira (29), em operação deflagrada pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Ele tinha uma pistola .40, que informou ser do tempo em que atuou como policial militar.

A Operação

A Operação “Deep Caught 3” se refere ao trabalho investigativo realizado pela Polícia Civil no ambiente da Deep Web (locais de difícil acesso da internet) e com a consequente localização e captura de autores de crimes praticados contra crianças e adolescentes.

Durante as buscas, os policiais localizaram materiais contendo pornografia infanto-juvenil. Os acusados devem responder pelo crime descrito no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (Adquirir, possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente).

Segundo a DEPCA, a pena para quem armazena esse tipo de conteúdo varia de 1 a 4 anos de prisão, de 3 a 6 anos pelo compartilhamento e de 4 a 8 anos de prisão pela produção de conteúdo relacionado aos crimes de exploração sexual.

Os outros alvos foram: um sargento do Exército de 37 anos, preso no Lar do trabalhador; um empresário de 37 anos encontrado no Vilas Boas; e um técnico contábil de 34 anos, morador do bairro São Francisco. Todos os endereços são em Campo Grande.

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