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Professora está entre 50 vítimas diárias de violência doméstica em MS

"Você é uma gorda feia, não me merece", dizia o agressor e ex-marido

05 junho 2020 - 07h00Por Rayani Santa Cruz

Em 2019, a cada dia 51 mulheres procuraram Delegacias para registro de violência doméstica em Mato Grosso do Sul. Entre elas está à professora Rosana (nome fictício), que fez o registro de ameaça e lesão corporal há dois meses, quando o ex-marido a agrediu no momento em que ela buscava a filha na casa dele.

“A gente sempre discutia e se ofendia. Antes e depois da separação. Eu tive depressão pós parto e as agressões contínuas eram verbais. Ele dizia que eu não prestava para nada, que não sabia dirigir e que sempre dependia dele pra coisas básicas. Além de xingar e me chamar de gorda, feia e fedida pelo fato de eu ser negra”, explica.

A professora conta que algumas vezes o ex-marido a empurrava e a segurava forte no braço, mas que o cenário piorou nos últimos meses, quando ela casou novamente.

“Ele ficou furioso porque eu casei novamente. E numa dessas em que fui minha filha na casa dele, porque temos guarda compartilhada, começamos a discutir. Até que ele veio pra cima de mim. Me deu tapas e socos, e me ameaçou dizendo que ia me matar. Minha filha chorava sem parar e me cortou o coração”, conta.

Ela acionou a Polícia Militar e foi à Casa da Mulher Brasileira, onde pediu medida protetiva de urgência e registrou ocorrência. Rosana está na estatística e diz que nunca mais deseja passar por isso. 

“Quero esse homem longe da minha vida. O meu problema maior é que a minha filha de 10 anos, mas espero não passar por isso novamente. Estou com a medida protetiva e peço a Deus todos os dias, que o afaste de mim”, desabafa. 

Dados

Conforme dados do mapa de feminicídio da Subsecretaria de Políticas Públicas para Mulheres, os crimes de violência doméstica e de feminicídio tentado, na capital e no interior, aumentaram em 2019, comparando com o mesmo período de 2018.

Em 2018 foram 6.157 casos de violência doméstica em Campo Grande; feminicídios consumado foram sete; tentativas de feminicídio 20; lesão corporal somaram 2.224 casos e ameaça 5.792.

Enquanto que em 2019, os registros somam de violência doméstica indicam 6.335; com 21 tentativas de feminicídio e cinco consumados; foram 2.173 registros de lesão corporal e 5.780 ameças.

 

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