O vereador Rafael Tavares (PL) rebateu as críticas da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) ao projeto de lei que propõe criar um canal de denúncias anônimas contra professores que façam manifestações políticas e ideológicas dentro das escolas de Campo Grande.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar questionou a posição da entidade e afirmou que a proposta busca garantir transparência nas unidades de ensino. Ele também comparou a reação do sindicato à manifestação contrária às câmeras de monitoramento nas escolas.
“Se o Sindicato dos Professores está contra o meu projeto de lei, significa que nós estamos certos novamente. Vamos para cima entregar mais transparência”, afirmou.
Tavares ainda questionou o que a entidade teria contra a criação do mecanismo. “O que é que o Sindicato dos Professores tem tanto medo de transparência dentro das escolas? Será que eles estão protegendo? Será que eles querem esconder alguma coisa?”, declarou.
O vereador defendeu que pais e alunos possam registrar reclamações de forma anônima sobre possíveis casos de militância política no ambiente escolar. Segundo ele, as famílias têm o direito de saber o que é ensinado aos estudantes.
A reação ocorre após a ACP classificar a proposta como desnecessária e abusiva. Em manifestação, o presidente do sindicato, professor Gilvano, afirmou que o projeto pode criar um ambiente de perseguição e hostilidade contra os profissionais da educação.
A entidade também defendeu a liberdade de cátedra e afirmou que professores não doutrinam os alunos. O sindicato informou que pretende atuar na Câmara Municipal para tentar barrar a proposta.
O projeto foi apresentado por Rafael Tavares e ainda deve ser discutido no Legislativo. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) foi procurada anteriormente para informar se avaliou a viabilidade técnica da iniciativa, mas ainda não havia apresentado posicionamento.







