Acusada de atear fogo no marido, a veterinária Lidiane Cecília Pereira alega que foi um acidente. O fato ocorreu nesta segunda-feira (22), na casa da família no bairro Santa Luzia, em Campo Grande.
À polícia, Lidiane relatou que as discussões com o companheiro começaram na noite de domingo e foram retomadas logo ao despertar. O motivo central do atrito era a suspeita de uma traição por parte do homem. A vítima atua como servidora pública em Brasília, local onde supostamente manteria o relacionamento extraconjugal.
O desentendimento escalou enquanto o marido arrumava uma mochila no quarto do casal para viajar de ônibus na parte da tarde. Segundo o relato, a veterinária foi até a cozinha, pegou um frasco de álcool de limpeza e despejou sobre os pertences de viagem dele. A ação acabou encharcando também a camiseta preta vestida pela vítima, que decidiu pegar as chaves e caminhar até a garagem para evitar a continuidade da briga.
A mulher seguiu o marido até o portão carregando uma carteira de cigarros e um isqueiro no casaco. Ela alegou à polícia que a intenção era apenas fazer barulho com a fricção da pedra do isqueiro para causar temor. “Eu posso ter errado no sentido de ter usado esses métodos para colher a verdade dele. Que se eu ameaçasse, talvez ele fosse ficar com medo e falar. E abrir o jogo, sabe?”, justificou.
O objeto falhou inicialmente, mas logo produziu uma faísca que iniciou o incêndio na roupa umedecida pelo líquido inflamável. A vítima está internada em estado grave.
Veja trecho do depoimento:









