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Política

30/12/2025 11:46

Adriane assume fracasso da saúde pública e finalmente coloca secretário

Após meses sem comando efetivo na Sesau, prefeita anuncia novo titular da pasta em meio a denúncias de caos

Assumindo o fracasso da condução da saúde pública de Campo Grande, a prefeita Adriane Lopes (PP) anunciou, o nome de Marcelo Vilela como novo secretário municipal de Saúde. A nomeação é feita após meses de críticas à gestão municipal, que manteve a Secretaria de Saúde sem um titular efetivo enquanto a rede enfrentava superlotação, falta de insumos e sucessivas denúncias de colapso nos atendimentos.

Adriane afirmou que Vilela assume a missão de “fortalecer a gestão e qualificar ainda mais os serviços prestados à população”, destacando que a saúde seria prioridade da administração. O anúncio, no entanto, ocorre em um contexto de desgaste da prefeitura diante de sucessivas denúncias envolvendo superlotação nas unidades, falta de medicamentos, escassez de insumos básicos, demora na marcação de consultas e paralisações de servidores da área.

A nomeação também escancara um problema que vinha sendo alvo constante de questionamentos, a ausência de um secretário municipal de Saúde desde a exoneração de Rosana Leite de Melo, em 5 de setembro deste ano. A decisão foi oficializada por meio de edição extra do Diogrande (Diário Oficial do Município) e teve efeito imediato, aprofundando a instabilidade em uma das áreas mais sensíveis da administração pública.

Com a saída de Rosana, a prefeitura optou por não nomear imediatamente um novo titular e instituiu um Comitê Gestor da Saúde, estrutura que passou a comandar a Sesau de forma colegiada. À época, o Executivo justificou a medida como necessária para uma “reestruturação administrativa e operacional”, com revisão de contratos, reorganização de equipes, visitas técnicas às unidades e implantação de sistemas de controle, como o e-SUS Farmácia.

Na prática, porém, o comitê se tornou alvo de críticas por parte de profissionais da saúde, sindicatos e usuários do SUS, que não compreendiam a real função do grupo nem identificar melhorias concretas no atendimento à população.

Mesmo com o discurso de modernização e eficiência, os problemas históricos da rede municipal se agravaram. Ao longo dos últimos meses, o TopMídiaNews noticiou repetidas denúncias de caos na saúde pública de Campo Grande sendo unidades lotadas, pacientes aguardando atendimento por horas, falta de remédios básicos, ausência de materiais para o trabalho das equipes, além de greves e paralisações motivadas por atrasos, sobrecarga e condições precárias de trabalho.

A nomeação de Marcelo Vilela mostra que o modelo adotado até aqui não conseguiu dar conta da crise instalada na saúde municipal.

 

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