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Política

há 1 hora

Luiza Ribeiro diz que ação sobre compra de votos compromete legitimidade de Adriane na prefeitura

Vereadora pelo PT, a parlamentar defendeu que a apuração sobre o caso seja rigorosa

A vereadora Luiza Ribeiro (PT) afirmou que a operação da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de compra de votos nas eleições municipais de 2024 compromete a confiabilidade e a legitimidade da prefeita Adriane Lopes (PP) para permanecer à frente da Prefeitura de Campo Grande.

Em conversa com o TopMídiaNews nesta sexta-feira (19), a parlamentar classificou como grave o avanço das investigações e afirmou que as suspeitas vão além de uma possível fraude eleitoral.

"É algo prejudicial à confiabilidade e legitimidade de Adriane Lopes para exercer o cargo de prefeita, que deveria ter sido alcançado na forma da lei, com respeito à democracia e ao voto do cidadão, sem corromper o processo político-eleitoral e com abuso do poder político e econômico", declarou.

Segundo Luiza, a possibilidade de utilização da estrutura pública e de recursos municipais para a suposta compra de votos torna o caso ainda mais preocupante.

"O pior é que a Justiça investiga que, além da fraude eleitoral, os votos tenham sido captados com uso de dinheiro público e das estruturas administrativas da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Impossível aceitar", afirmou.

Questionada sobre o fato de a prefeita já ter sido absolvida anteriormente pela Justiça Eleitoral em uma ação sobre compra de votos, a vereadora disse acreditar que a nova investigação poderá ter um resultado diferente. "Espero que a Justiça apure os fatos e conclua com base nas provas documentais e periciais, trazendo segurança ao resultado desta ação", respondeu.

Para a parlamentar, caso as investigações confirmem as suspeitas, um eventual afastamento da prefeita não representaria prejuízo para a população.

"A prefeita Adriane Lopes faz uma gestão desastrosa administrativamente, com graves suspeitas de desvios de recursos, politicamente antidemocrática e arrogante. Portanto, o afastamento da prefeita do cargo não trará prejuízo à sociedade. Ao contrário, indica uma possibilidade de superação desta crise para uma gestão equilibrada", disse.

Ela acrescentou que, caso seja comprovado que a eleição foi obtida de forma ilegal, a gestora perderia a legitimidade para exercer o cargo. "Não podemos conviver com a possibilidade de uma gestora que alcançou o poder de forma ilegal, padecendo, portanto, de legitimidade para exercer o Poder Executivo", completou.

O que diz a investigação

A operação da Polícia Federal aponta Adriane Lopes como líder de um dos núcleos políticos de um suposto esquema de compra de votos durante as eleições municipais de 2024, em Campo Grande. Apesar disso, a prefeita não foi incluída entre os alvos dos mandados de busca e apreensão cumpridos nesta sexta-feira (19).

Segundo a investigação, assessores ligados à prefeita e à vice-prefeita Camilla Nascimento teriam realizado transferências via Pix para a compra de votos. A servidora Simone Bastos Vieira é apontada como responsável por receber os recursos, fracionar os valores e distribuí-los em pequenas quantias para dificultar o rastreamento das movimentações financeiras.

A Polícia Federal afirma ter identificado saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros em datas próximas aos dois turnos das eleições, movimentações consideradas compatíveis com um esquema de captação ilícita de votos.

O Ministério Público Eleitoral também recorre da decisão que absolveu a chapa Adriane-Camilla, sustentando que seria improvável que as duas desconhecessem o suposto esquema, diante do envolvimento de pessoas próximas que ocupavam cargos na administração municipal.

A reportagem do TopMídiaNews procurou a prefeita Adriane Lopes para comentar a operação, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.

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