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sábado, 24 de julho de 2021
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Política

Agiotagem e contrabando: relatório expõe possíveis crimes de Luciano Hang

Abin produziu relatório para alertar presidente Jair Bolsonaro do risco da aproximação com o empresário e dono da Havan

22 junho 2021 - 17h50Por Vinicius Costa

A proximidade entre o presidente Jair Bolsonaro e o dono da Havan, o empresário Luciano Hang foi alertada pela Abin (Agência Brasileira de Inteligência) para possíveis riscos a sua imagem, pois um relatório elaborado colocava em dúvida a lisura dos negócios envolvendo o empresário catarinense.

O relatório que foi entregue à CPI da Covid e construído ainda no ano passado, expõe um compilado das investigações e suspeitas de crimes. Alguns deles que poderiam ter sido cometidos por Hang são agiotagem, contrabando, evasão de divisas e sonegação. Segundo o documento, na justiça de Santa Catarina, 25 processos estão aberto contra o dono da Havan.

O documento foi classificado como reservado, um dos graus mais baixo de sigilo e mantinha um segredo de cinco anos sobre suas conclusões. Contudo, o relatório foi obtido por um membro da CPI e as informações foram passadas para o site UOL.

Contendo 15 páginas de detalhes da vida do empresário, o documento levanta fatos desde que Hang tinha 21 anos e deu seus primeiros passos no mundo dos negócios até as polêmicas mais recentes, como casos de fake news e a suspeita de interagir com o chamado gabinete do ódio.

A Abin fez um leve alerta ao presidente Bolsonaro explicando que o nome de Luciano Hang estaria envolvido em uma investigação do Ministério Público Federal de lavagem de dinheiro, remessa de dinheiro de origem ilegal, sonegação fiscal, contrabando de importados e evasão de dividas.

Além disso, outros pontos foram levantados como Hang estar na lista de investigados da CPI das Fake News, a quebra de sigilos bancários e fiscal feita pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), condenação de sonegação de impostos.

O empresário também é considerado um apoiador nato de Bolsonaro, no qual chegou a ser investigado por coagir os funcionários de sua loja a votarem no candidato nas eleições de 2018. No mais, Hang é considerado influente no Planalto mesmo não tendo um cargo político pela afinidade nos pensamentos.

Segundo o UOL, é comum que a Abin produza esses documentos sobre figuras próximas à presidência.