Mãe de criança especial lamenta o corte de professores de apoio especial, que atuavam na Escola Municipal Geraldo Castelo, na Vila Castelo, em Campo Grande. O detalhe é que a unidade era tida como referência nesse tipo de atendimento.
Advogada de 31 anos tem um filho na unidade e destaca que, em todo o ano de 2025, o pequeno teve acompanhamento regular. Ela ressalta que, como a escola era referência, lutou bastante para conseguir vaga para a criança. A denunciante expõe que, atualmente, são 11 crianças que dependem desse tipo de apoio. Com a saída dos profissionais, a reflexão é que perdem as crianças sem necessidades e os especiais também.
''Como uma professora regular vai dar conta de 15 alunos e dois, três especiais em uma sala?'', questionou a mãe. Ela também enfatizou que a culpa não é da escola e que a atual direção luta pela reposição.
''Fizemos uma ata... foi explicada a situação. A gente tem uma educação municipal negligenciada'', lamentou novamente.
Na contagem da profissional, o número de alunos especiais representa 28% dos estudantes da escola.
''Aí eles abrem para um monte de aluno especial e não tem professora para acompanhar os alunos'', acrescentou.
Susto
No relato dramático, a mãe destacou que não sabia que o filho estava sem o acompanhamento especial. Assim que soube, foi à unidade cobrar providências.
Em nota, a Semed (Secretaria Municipal de Educação) respondeu que "a Escola Municipal Geraldo Castelo conta com profissionais da Educação Especial em seu quadro e realiza atendimento aos alunos-público da educação especial conforme avaliação técnica e pedagógica individual".
"A lotação de professores de apoio ocorre com base em critérios técnicos, normativos e na análise específica de cada caso, garantindo atendimento responsável e alinhado à legislação vigente", finaliza.








