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Política

Ao lado de Collor, Pedro Chaves apoia aproximação do Brasil com Coreia do Norte

Chaves posou ao lado do presidente do parlamento norte-coreano

19 junho 2018 - 17h00Por Rodson Willyams

O senador Pedro Chaves (PRB) afirmou, em entrevista a Folha de São Paulo, que é a favor de uma aproximação do Brasil com a Coreia do Norte. O senador de Mato Grosso do Sul esteve reunido com presidente do parlamento norte-coreano, Kim Yong-nam e com o ex-presidente e senador Fernando Collor (PRN).  

O encontro aconteceu entre abril e início de maio deste ano quando os parlamentares brasileiros saíram em missão oficial do Senado visitando a Coreia do Norte. Para Chaves, uma eventual retomada política poderia permitir que o Brasil tome a dianteira nas exportações para o país, que sofre sanções comerciais da ONU.

A publicação paulista, Chaves disse que “Collor teve uma atuação fundamental, eles respeitam muito ele lá”, lembrou Chaves. Para ele, o colega está “totalmente empenhado” na melhoria das relações entre os dois países. “Uma vez presidente, sempre presidente por lá. O Collor é muito respeitado por eles, abriu muitas portas para nós”.

Questionado sobre o estreitamento de relações com um regime comunista, Chaves contemporizou: “É um regime comunista, tudo pertence ao Estado, mas ele busca atender a população. De modo que eu vi que ela adora esse líder supremo”, afirmou. “Eu sou meio contra isso, mas eles realmente adoram o baixinho lá, o gordinho, ele é muito simpático”.

Chaves posou ao lado do presidente do parlamento norte-coreano, vestido com um terno Mao (assim nomeado por causa de Mao Tsé-tung) similar aos que ficaram popularizados como uniforme do líder supremo Kim Jong-un. 

Os laços 

Em fevereiro, Collor, que é presidente da comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional, havia participado de almoço em homenagem ao que teria sido o 76º aniversário de Kim Jong-il, pai do atual ditador, que morreu em 2011. 

A parceria inusitada levou à instalação de um grupo parlamentar de amizade entre os dois países no Senado em 7 de junho de 2018. A criação foi requerida por Collor, que ocupa uma das vice-presidências do colegiado, ao lado de Chaves. 
Ao instalar a comissão, o ex-presidente afirmou não ter “dúvida em relação aos bons propósitos” das lideranças do país sobre a declaração feita em conjunto ao vizinho do sul em que se comprometem com a desnuclearização da península.

Na instalação do grupo parlamentar, Collor cita seis pontos de aproximação, que incluem doação de livros brasileiros, a concessão de vistos a estudantes norte coreanos, e a aprovação de lei que estabelece cooperação entre os dois governos.

O Brasil mantém relações diplomáticas com a Coreia do Norte desde 2001 e é o único país das Américas a ter embaixadas em Seul e em Pyongyang.