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Política

há 1 mês

Após tumulto, MPSP vai investigar superlotação em bloco na Consolação

Prefeito Ricardo Nunes disse que folia foi um sucesso

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) instaurou um procedimento para apurar a superlotação no Bloco Skol, que contou com show do DJ Calvin Harris, neste domingo (8/2), na Rua da Consolação, centro da capital paulista. Foliões que estavam no bloco derrubaram a grade da Escola Paulista de Magistratura (EPM) e invadiram o quartel dos bombeiros em meio ao empurra-empurra da multidão. 

O procedimento foi aberto pela Promotoria de Justiça de Habitação e Urbanismo da Capital. A superlotação de domingo aconteceu no encontro do público de dois grandes blocos: o da Skol, novato no Carnaval paulistano e organizado pela Ambev, patrocinadora do evento, e o Baixo Augusta, que desfila há mais de uma década no mesmo endereço.

O anúncio de que o trajeto pela Consolação seria dividido entre os dois desfiles já tinha gerado preocupação entre os moradores da região. Isso porque o Baixo Augusta, tradicionalmente, já leva milhares de foliões para o local, e a ideia de outro megabloco na mesma região levou ao temor de que a dispersão fosse tumultuada. 

A preocupação, inclusive, fez com que a vereadora Marina Bragante (Rede) questionasse a prefeitura sobre o planejamento da gestão para evitar uma superlotação no espaço. O ofício, enviado em 30 de janeiro, citava a popularidade dos artistas convidados para os blocos, dizendo que a situação poderia “resultar em uma somatória expressiva de foliões”. 

''Coloca-se a necessidade de adoção de medidas que assegurem uma dispersão tranquila e pacífica do primeiro bloco, compatibilizada com a saída do bloco subsequente, considerando-se, especialmente, a previsão de público de 1,5 milhão de pessoas […]'', disse Marina.

Em nota respondida no dia 5 de janeiro, a SPTuris disse que a Comissão Especial de Carnaval de Rua 2026 adotou providências para que ambos os blocos – Baixo Augusta e Skol – desempenhassem ''com excelência seus eventos''.

''Os blocos iniciarão seu deslocamento partindo de locais e horários distintos, ainda que estejam na Rua da Consolação, o que possibilitará que a SELIMP [Secretaria Executiva de Limpeza Urbana] possa realizar a limpeza da via entre os blocos. Esse distanciamento será fundamental no momento da dispersão, o que também foi definido nas respectivas vistorias técnicas realizadas pelos órgãos citados em conjunto com os representantes dos blocos Baixo Augusta e Skol'', disse a SPTuris.

A resposta falava, ainda, que fachadas de prédios seriam isoladas com tapumes ou grades, “evitando, assim, danos indesejados”. Não havia proteção, no entanto, entre o trajeto dos foliões e a EPM, que teve as grades derrubadas. 

Ao Metrópoles a EPM disse, nesta segunda-feira (9/2), que um bloco de Carnaval “necessitou utilizar a área como forma de escape”. A escola afirma que os danos materiais serão reparados e que “reforçará a equipe de apoio do prédio durante o período de Carnaval para auxiliar os blocos a passarem pela área sem ferimentos ou danos”. 

Repressão

Em outro ponto da Consolação, parte do público entrou no quartel do Corpo de Bombeiros para escapar da multidão. Nas redes, pessoas que se abrigaram no local dizem que foram tiradas por policiais militares, que teriam jogado spray de pimenta para obrigá-los a deixar o espaço.

''Apenas estávamos procurando um lugar pra respirar. Daí chega a polícia e remove todo mundo do Corpo de Bombeiros com spray de pimenta, cassetete e balas de borracha! Polícia perdeu um fã – além de só fazerem a segurança pro DJ, só machucaram a população!”, disse um folião nas redes.
Em nota ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “não houve invasão ao quartel do Corpo de Bombeiros''. Segundo a pasta, o acesso foi liberado e ao menos 30 pessoas que se sentiram mal foram atendidas pelos policiais, “sem necessidade de encaminhamento a unidades de saúde”. 

A SSP não respondeu, contudo, se os policiais militares usaram spray de pimenta contra os foliões.
A superlotação no show de Calvin Harris impactou também o início do bloco seguinte, o Baixo Augusta. Em nota, a organização do Baixo Augusta disse que o episódio foi um desrespeito à história do bloco.

Depois da confusão, Marina Bragante publicou um vídeo do fundador do Baixo Augusta, Alê Youssef, criticando a demora na dispersão do bloco anterior.

''O que vimos na Rua da Consolação neste Carnaval não foi falha de logística, foi uma escolha que revela as prioridades da atual gestão. Colocar dois megablocos no mesmo dia e local ignora o básico: segurança e bem-estar'', disse a vereadora.

No dia anterior, a cantora Ivete Sangalo interrompeu sua apresentação por 40 minutos enquanto ajudava a organizar a população para a passagem do trio elétrico no Ibirapuera. Como mostrou o colunista Demétrio Vecchioli, a Polícia Militar já havia alertado para riscos de superlotação no bloco da cantora.


 

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