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Política

há 37 minutos

Bandeira de Lula é arrancada e queimada em frente à casa de idoso de 93 anos em Mundo Novo (vídeo)

Vereadora de Mundo Novo, conhecida como Neguinha do PT, denunciou o episódio após passagem de carreata de apoiadores de Flávio Bolsonaro

Uma bandeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi arrancada e queimada em frente à casa de um idoso de 93 anos, em Mundo Novo (MS)e. A denúncia foi feita pela vereadora Eliete Feitosa Tel, conhecida como Neguinha do PT, que atribuiu o episódio a participantes de uma carreata de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) que passou pelo município neste sábado (24), véspera do segundo turno das eleições presidenciais.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, a vereadora relatou que estava em uma reunião de coordenação de campanha quando recebeu uma ligação da irmã, que cuida do pai. Segundo ela, os participantes da carreata passaram pela Rua Otaviano Correia, no bairro Vila Nova, arrancaram a bandeira de Lula e colocaram fogo no material.

Neguinha afirmou que as bandeiras estavam no portão da propriedade da família. De acordo com o relato, os objetos foram jogados no meio da rua após serem queimados. A vereadora também disse que os envolvidos teriam feito comentários que deixaram o pai e a irmã assustados.

“Meu pai tem 93 anos. [...] Arrancaram a nossa bandeira do Lula e da Gleice Jane, deputada reeleita, aqui no portão do meu pai, numa propriedade privada”, afirmou no vídeo.

A parlamentar pediu que o caso fosse divulgado e criticou a atitude atribuída aos participantes da carreata. Ela também relacionou o episódio à disputa presidencial, lembrando que a votação do segundo turno estava marcada para este domingo (25).

O vice-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso do Sul, Humberto Amaducci, também denunciou o caso e manifestou solidariedade à vereadora. Em publicação nas redes sociais, ele classificou o episódio como intolerância política.

“Arrancar e queimar uma bandeira no portão da casa de um senhor de 92 anos [sic] não é coragem, é intolerância e falta de respeito”, declarou Amaducci, que afirmou que o episódio demonstra dificuldade de convivência com pessoas que pensam diferente.

Até o momento, não há informações sobre a identificação dos responsáveis nem sobre eventual registro de ocorrência policial relacionado ao caso.

 

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