A parceria entre o atleta paralímpico Yeltsin Jacques e o atleta-guia Guilherme Ademilson já rendeu medalhas e recordes mundiais. Os dois também estão entre os beneficiados por políticas de incentivo ao esporte criadas durante os dois mandatos de Reinaldo Azambuja no governo de Mato Grosso do Sul.
Yeltsin, que compete na classe T11, para atletas com deficiência visual total, conta com Guilherme como guia há sete anos. A dupla já viajou para diferentes países para participar de competições e treinamentos.
Em 2022, Mato Grosso do Sul criou o Bolsa Atleta-Guia, destinado aos profissionais que acompanham atletas com deficiência visual durante as provas. Segundo Yeltsin, a criação do benefício surgiu após uma conversa com o então governador. “Ele perguntou como funcionava a questão do guia. Eu expliquei e ele falou: ‘a gente tem que criar uma bolsa’. Ele perguntou sobre os ganhos dos guias, tudo, e essa ideia foi dele”, contou.
O valor da Bolsa Atleta-Guia é de R$ 5.230. Guilherme afirma que também foi consultado sobre a remuneração considerada adequada para a função. “Ele perguntou quanto era justo o atleta-guia do Yeltsin ganhar. O Yeltsin falou um valor e, na hora, o Reinaldo bateu o martelo, disse que ia criar o programa e criou”, recordou.
Segundo Guilherme, a iniciativa posteriormente também passou a fazer parte do programa federal.
“Hoje também o Bolsa Federal contempla o atleta-guia. Então foi uma iniciativa aqui de Mato Grosso do Sul e hoje já está pelo Brasil. Espero que se espalhe pelos estados também”, afirmou.
Medalhas e recordes
A parceria entre Yeltsin e Guilherme resultou em importantes conquistas para Mato Grosso do Sul.
Nos Jogos Paralímpicos de Paris, em 2024, a dupla conquistou o ouro nos 1.500 metros T11, com a marca de 3min55s82, novo recorde mundial da prova. Eles também ficaram com a medalha de bronze nos 5.000 metros.
Os dois foram ainda campeões mundiais nos 5.000 metros no Japão, quando também estabeleceram recorde mundial. A dupla conquistou medalhas de prata nos 5.000 e nos 1.500 metros na Índia e foi campeã no Parapan-Americano realizado no Chile, em 2023.
Yeltsin destaca que a relação com o poder público também passou pela disposição de ouvir os próprios atletas antes de tomar decisões. “O que ele não sabe, ele pergunta. Ele chega na gente e pergunta: ‘É assim, assim?’”, relatou.
Bolsa mudou trajetória de atleta
Outro atleta que destaca a importância do incentivo é Fernando Rufino, conhecido como “Cowboy de Aço”, campeão paralímpico de paracanoagem. Ele lembra das dificuldades enfrentadas no início da carreira, quando ainda não recebia o benefício. “Eu morei numa pousada em que comia pão com margarina. Fiquei dois anos fazendo isso. Almoçava e jantava sopa”, contou.
Segundo Rufino, a situação mudou depois que começou a apresentar resultados e conseguiu acesso ao Bolsa Atleta. “Quando comecei a ter resultado e pleiteei a bolsa, consegui me estabilizar em um lugar melhor. Meu nome começou a aparecer mais na mídia por ser bolsista, e isso me trouxe mais visibilidade para o esporte. Consegui até outro patrocínio privado”, afirmou.
Para ele, o benefício representou uma mudança na trajetória profissional. “Me deu futuro, me deu esperança e incentivo para remar mais e alcançar um valor maior na minha bolsa”, disse.
Rufino também defende a continuidade dos investimentos em equipamentos e estrutura para os atletas.
Mais de 380 atletas beneficiados
Durante os dois mandatos de Reinaldo Azambuja, mais de 380 atletas receberam incentivos por meio do Bolsa Atleta e do Bolsa Técnico. O investimento informado foi de R$ 4,3 milhões.
Os programas também foram ampliados para contemplar novas categorias, incluindo esporte universitário, paradesporto e atletas olímpicos e internacionais.
O incentivo chegou às escolas por meio do Programa MS Desporto Escolar, que beneficiou mais de 35 mil alunos por ano em 74 municípios. Segundo as informações apresentadas, foram contratados 790 professores para atuar em diferentes modalidades, incluindo o paradesporto.
Arenas e ginásios
A estrutura esportiva também recebeu investimentos durante o período. Foram implantadas 117 arenas esportivas em municípios de Mato Grosso do Sul. Por meio do MS Bom de Bola, os espaços receberam gramado sintético, iluminação em LED e arquibancadas, além de áreas destinadas ao futebol society e ao basquete.
Também foram construídos ginásios esportivos em Itaquiraí, Jaraguari e Maracaju e realizadas reformas nos ginásios de Bonito e Aquidauana.
Pistas oficiais de atletismo foram implantadas em Ponta Porã e Chapadão do Sul, além de reformas e revitalizações em outros centros esportivos do estado.
As ações reuniram incentivo financeiro aos atletas, formação esportiva nas escolas e ampliação da estrutura para a prática de diferentes modalidades.
Reinaldo Azambuja, candidato ao Senado pelo PL, afirma que o objetivo dos investimentos foi ampliar o acesso ao esporte e apoiar atletas desde a iniciação até o alto rendimento. “O esporte é um instrumento de inclusão social. Nós construímos equipamentos nos 79 municípios e mecanismos para incluir e estimular desde o atleta iniciante ao medalhista, para que eles possam permanecer na modalidade esportiva e representar o estado”, declarou.









