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sexta, 25 de setembro de 2020
Política

Bolsonaro e Maia acertam relação direta, sem interlocutores, para evitar ruídos

Uma das avaliações feitas nos bastidores por aliados de ambos é a de que recados enviados por interlocutores abrem margem para interpretações diversas

29 abril 2019 - 16h06Por Da redação/G1

O presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acertaram no final de semana que, a partir de agora, terão uma relação sem intermediários, de contato direto. Se o presidente da República quiser falar com Maia, não precisa mandar mensagem por ministros. Mandará mensagem direta no celular do presidente da Câmara, e vice-versa.

Uma das avaliações feitas nos bastidores por aliados de ambos é a de que recados enviados por interlocutores abrem margem para interpretações diversas, os tais ruídos de comunicação. A conversa do final de semana, segundo relatos obtidos pelo blog de Andréia Sadi, foi classificada como "a melhor conversa entre eles", e, o mais importante: "uma conversa na política".

Bolsonaro repetiu a Maia que, se a proposta de reforma da Previdência der certo, eles darão certo juntos, e que é preciso diminuir a pobreza no Brasil. Diferentemente da primeira conversa a sós – no começo do ano –, desta vez não houve nenhum tipo de abordagem sobre o que querem os parlamentares. Isso é tarefa para o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que cuida das demandas dos deputados.

Bolsonaro e Maia ficaram de pensar juntos a melhor forma de relacionamento com a Câmara – se for o que está dado, a reforma será aprovada, mas será preciso o governo compreender a importância dos partidos para garantir celeridade e, também, um texto mais robusto na Casa. A preocupação de Maia no encontro era afastar qualquer ideia de que estaria pleiteando cargos para deputados. De novo, isso é assunto para Onyx. Entre Maia e Bolsonaro, a conversa será outra e, conforme combinado, direta e reta.

Nem a entrevista de Maia ao site Buzzfeed, em que o presidente da Câmara faz críticas a filhos do presidente, entrou na roda. Bolsonaro ignorou o assunto e, por esse motivo, foi chamado de "craque" por aliados de Maia, já que, em outros tempos, como no mês passado, este mal-estar seria suficiente para criar um bate-boca virtual entre o presidente e o deputado. No entanto, o presidente, que já havia minimizado em público a entrevista de Maia ao site, também o fez em privado para deputados, um sinal mais do que claro de que o presidente está disposto a jogar junto com a Câmara pela Previdência.

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