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Política

há 1 hora

Camila Jara reage à operação contra Adriane por compra de votos: 'intolerável'

Deputada entende que houve um ataque à democracia

A deputada federal Camila Jara (PT) repercutiu a operação Sufragium, que mira a prefeita Adriane Lopes como chefe de quadrilha para comprar votos. A petista citou que quem faz isso não tem preocupação com o ser humano. 

Camila se manifestou pelas redes sociais no final da manhã. Na visão dela – caso os fatos sejam comprovados – mostra que falta respeito e consideração pelo cidadão. 

''Comprou eleição como se fosse um produto em uma prateleira'', refletiu a federal. Em outro trecho, entendeu que trata-se de um ataque à democracia. 

''Não podemos tolerar o desrespeito à sua liberdade de escolher, pelo voto, o melhor projeto para cuidar das pessoas'', raciocinou a parlamentar, que é crítica à gestão Adriane Lopes. 

O caso 

A Operação Suffragium, que investiga um possível esquema de compra de votos durante a campanha que elegeu a prefeita Adriane Lopes (PP) em Campo Grande no ano de 2024, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (19), apreendeu celulares e dinheiro em espécie na casa dos alvos.

Conforme o apurado pelo TopMídiaNews, os envolvidos estão diretamente ligados à campanha de eleição da atual prefeita da Capital. Entre os alvos está a ex-assessora de Adriane, Simone Bastos Vieira, que atualmente mora e trabalha na prefeitura de Taquarussu, a 332 km de Campo Grande.

Ao todo, teriam sido apreendidos mais de R$ 9 mil. Porém, não chegou a ser detalhado ainda se o valor estava na casa de apenas um investigado. Além de Simone, outras seis pessoas foram alvo da operação de hoje.

Na peça, a PF descreve que a prefeita era líder do núcleo político da organização criminosa. No entanto, a reportagem apurou que Adriane Lopes ainda não está entre os alvos porque foi 'salva' pela Justiça. 

Operação

No total, foram sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Eleitoral de MS, cumpridos pela Polícia Federal em Campo Grande e na cidade interiorana. 

A PF anotou que a investigação identificou elementos de movimentações financeiras atípicas, incluindo saques em espécie, transferências fracionadas via Pix e utilização de contas de terceiros para circulação e distribuição de recursos em datas próximas aos turnos eleitorais, possivelmente destinados à compra de votos. 

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