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Política

Candidata de Bolsonaro em MS revela ameaça de agressão e denuncia presidente do PSL à polícia

Soraya Thronicke reclamou que partido deixa políticos de outros partidos usarem o nome de Bolsonaro

28 setembro 2018 - 18h28Por Thiago de Souza

Soraya Thronicke, candidata ao Senado Federal pelo PSL em Mato Grosso do Sul, denunciou o presidente do partido em MS, Rodolfo Oliveira Nogueira, por ameaça de agressões e truculência. O caso ocorreu após Thronicke, que é a representante de Bolsonaro na campanha, reclamar ao dirigente que material de campanha estaria associando o nome de Bolsonaro a políticos de outros partidos.

No final da tarde desta sexta-feira (28), Soraya esclareceu que candidatos a deputado federal e estadual pelo partido em MS teriam recebido santinhos e adesivos sem o nome de Bolsonaro, ao passo que candidaturas de Nelsinho Trad e do PSDB estariam com materiais escritos com o nome do capitão da reserva do Exército.

A candidata justificou a reclamação que fez a Rodolfo Nogueira. ''...Esse tipo [material de campanha] leva o eleitor a acreditar que JAIR BOLSONARO não apoia a mim, mas sim candidatos ao Senado de partidos não coligados na chapa majoritária, o que não é verdade, pois eu sou a única candidata ao Senado aprovada pela convenção do PSL em Mato Grosso do Sul, e portanto, a única legítima para representar JAIR BOLSONARO ...'', escreveu Thronicke.

A postulante ao Senado disse que Rodolfo ignorou o apelo dela e com isso ofende os interesses do partido e de seus candidatos, já que beneficia políticos de outras agremiações. Ela relatou que denunciou o caso também ao diretório nacional do PSL e pediu intervenção da executiva da legenda em Mato Grosso do Sul.

Sobre a ameaça contra sua integridade física, Soraya disse que teve apoio da família e amigos para denunciar o dirigente regional à Polícia Civil.

''Estou absolutamente segura que o Sr. Rodolfo Nogueira não representa os ideais e as atitudes
do PSL e de JAIR BOLSONARO, que defendem a igualdade de todos os brasileiros,
independentemente de gênero, raça, classe social, ou diferença de qualquer espécie, pois as leis
e os deveres são para todos'', escreveu a candidata.

Entramos em contato telefônico com o PSL em MS, deixamos recado, mas não houve retorno.