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sexta, 21 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Carlos Naegele depõe no MPE e diz ser por 'motivos pessoais'

08 setembro 2015 - 16h56Por Kamila Alcântara e Alessandra Carvalho

O empresário Carlos Eduardo Naegele, dono do jornal Midiamax, acaba de sair do MPE (Ministério Público Estadual) alegando que só está envolvido no caso Coffee Break, investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), como testemunha.

Ele foi flagrado em interceptações telefônicas, realizadas pela Polícia Federal, dialogando com o empreiteiro João Krampe Amorim, pivô da Operação Lama Asfáltica. Segundo as investigações, mantém uma relação próxima com o empreiteiro e em algumas ligações, aparece conversando com o empreiteiro sobre a cassação do prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal.

Acompanhando do advogado Thiago Nascimento Lino, Naegele disse que foi ao local resolver 'assuntos pessoais' e, ao ser questionado pela reportagem do Top Mídia News sobre a Operação Coffee Break, afirmou ser apenas testemunha. “Eu vou lá como testemunha, por conta de denúncias pautadas pelo Midiamax. Não tem data definida, pois acabei de chegar de viagem e não sei ainda”.

Sobre as conversas telefônicas, Naegele diz que o assunto não tinha cunho político. “Eu não estou envolvido em nada, a única coisa que ocorreu foi uma gratificação e coroamento de um trabalho isolado, matéria sozinha que o Midiamax fez. Para mim foi uma alegria”, concluiu.  Leia mais aqui.  

Operação Coffee Break

É o resultado de duas operações realizadas, uma do próprio Gaeco que investigou o prefeito afastado Gilmar Olarte, do PP, em 2014, em que o apontou como principal articulador em esquema estelionatário e investigado por crimes de corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro. O objeto serviu de base para abertura da Comissão Processante na Câmara.

Já a outro, se trata da Operação Lama Asfáltica deflagrada pela Polícia Federal que desmantelou a quadrilha especializada em fraudar licitações de obras públicas. O valor desviado foi de R$ 11 milhões podendo chegar a R$ 45 milhões desviado dos cofres públicos.

Em todas as operações, tanto os promotores quanto os agentes flagraram conversas dos envolvidos sobre obtenção de vantagens, inclusive econômica, e oferecimento de cargos na administração de Gilmar Olarte, antes mesmo, que o prefeito atual Alcides Bernal fosse cassado no dia 13 de março de 2014. Após o cruzamento de dados, os promotores encontraram irregularidades e o objeto foi alvo de inquérito preparatório para apurar as denúncias batizado de Operação Coffee Break.