A vice-prefeita Camilla Nascimento foi um dos alvos da Polícia Federal, na manhã desta terça-feira (25), que apura suspeitas no investimento de R$ 1,2 milhão do IMPCG ao Banco Master. Ela chefiava o Instituto em 2024, época da aplicação financeira suspeita. À época, a Previdência da Capital alegou esperar lucro em até três anos.
Conforme apurado pelo TopMídiaNews, um dos alvos dos agentes federais era certo: o gabinete da secretária de Assistência Social, Camilla Nascimento, também vice-prefeita.
Justificativa
Quando a aplicação do Instituto no banco foi descoberta, a Câmara convocou a Instituição a dar explicações.
Apesar de diversos conselheiros se manifestarem contra o investimento à época, inclusive com parecer contrário. Atas de reunião mostram que conselheiros chegaram a enfatizar os riscos da operação. Um deles foi o atual presidente da ACP, Gilvano Bronzoni. Ele relembrou prejuízos do instituto em investimentos anteriores e questionou a segurança de aplicar recursos previdenciários em um banco digital pelo prazo de cinco anos.
No entanto, o Instituto prosseguiu com a aplicação de letras financeiras, justificada por um retorno em três anos.
Fora isso, após a quebra do banco, Marcos Tabosa, atual presidente do IMPCG, chegou a afirmar que iria pedir judicialmente para que os valores de empréstimos feitos por aposentados e servidores fossem bloqueados. Desta forma, o valor investido seria readquirido pelo IMPCG de forma legal, para evitar qualquer prejuízo aos cofres públicos da Capital. No entanto, até o momento, esse retorno não chegou a ser apresentado.
PF
A investida da Polícia Federal mira irregularidades na aplicação financeira do IMPCG no Banco Master, em Campo Grande. Foram R$ 1,2 milhão aplicados de forma irregular, segundo a polícia, e com a participação de servidores do instituto. Houve batida na SAS na manhã desta terça-feira (25).
A força policial diz ter cumprido seis mandados de busca e apreensão e determinadas medidas de afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos investigados. As medidas cautelares foram deferidas pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Campo Grande.
A investigação, diz a PF, partiu de relatórios de auditoria direta do Ministério da Previdência Social. O documento apontou suspeitas no âmbito do processo administrativo que aprovou a aplicação financeira do IMPCG no Master, que tempos depois veio a ser liquidado.
Há indícios de que servidores envolvidos no processo decisório, mediante ações ou omissões, teriam deixado de observar os procedimentos técnicos e administrativos aplicáveis, expondo o patrimônio do RPPS municipal a riscos’’, disse trecho da nota da PF.









