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Política

04/09/2018 17:00

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Com campanha ao Senado em MS, indígenas se organizam e lançam 130 candidaturas

Natural de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, Guató disputa sua quinta eleição

Com candidato ao Senado em Mato Grosso do Sul, indígenas de todo o país estão se organizando para ganhar representatividade no Congresso Nacional e lançaram 130 nomes nas eleições deste ano. No Estado, o representante dos povos locais é Anísio Guató, que disputa uma vaga no Senado pelo PSOL.

Segundo levantamento da Folha de S. Paulo, ele faz parte do povo guató, que por quatro décadas foi considerado extinto no Brasil, mas voltou a organizar-se em aldeias nos anos 1990. Natural de Corumbá, na fronteira com a Bolívia, ele disputa sua quinta eleição.

"A luta pela mãe terra é mãe de todas as lutas. Não vamos desistir", declarou ao jornal, que destaca o último censo do IBGE, de 2010. De acordo com o Instituto, o Brasil tem 896,9 mil indígenas de 305 etnias. O número equivale a 0,36% da população a partir de 15 anos de idade e 0,43% da total.

O movimento vem se organizando, principalmente pelo fortalecimento da bancada rural, que pressiona para invalidar demarcações de terras e retirar atribuições da Funai. No entanto, a falta de representatividade das comunidades indígenas é histórica, com apenas a eleição do cacique xavante Mário Juruna, deputado federal pelo Rio de Janeiro em 1982.

Anísio Guató (PSOL) - Foto: Reprodução/Facebook

Conforme a Folha de S. Paulo, Juruna percorria os gabinetes do Congresso e da Esplanada dos Ministérios em Brasília com um gravador de pilha nas mãos e dizia que não confiava no homem branco. Gravava as conversas com ministros e com seus colegas deputados para depois cobrar as promessas feitas por eles.

Nestas eleições, 130 candidatos se declaram indígenas, número 50% maior do que no pleito de 2014. Do total, nem todos são militantes das causas indígenas, como é o caso do general Hamilton Mourão (PRTB), candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL), que chamou os índios de ‘indolentes’.

O principal nome do grupo é Sônia Guajajara, candidata a vice-presidente pelo PSOL na chapa encabeçada por Guilherme Boulos. Militante da causa indígena, ela faz parte do povo guajajara, que vive na Terra Indígena Arariboia, no Maranhão. A maioria dos postulantes é da região Norte, apesar do elevado número de aldeias em Mato Grosso do Sul.

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