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REFIS FEV.

Denúncia: Comissionado de Bernal, 'rei dos fakes' faz campanha durante horário de expediente

Silvano Venância é investigado pela Operação 'Face to Fake', da Polícia Federal

7 SET 2016
Rodson Willyams
15h00min
Foto: Divulgação / RepórterTop

O comissionado Silvano Venâncio de Carvalho, lotado desde 15 de setembro de 2015, na Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais, da Prefeitura Municipal de Campo Grande, foi flagrado distribuindo jornais por volta das 14 horas, desta terça-feira (6), na Praça Ary Coelho, região central da Capital, durante o horário de expediente. O servidor que foi designado desde outubro de 2015 para conduzir veículos oficiais da Segov. A denúncia chegou ao TopMídiaNews por meio do Repórter Top, do aplicativo WhatsApp.

De acordo com a Lei n. 9.504/97, que regula as eleições, o ato é proibido por lei. No Artigo 73, fica vedado: III - Ceder servidor público ou empregado da administração direta ou indireta federal, estadual ou municipal do poder executivo, ou usar de seus serviços, para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, durante o horário de expediente normal, salvo se o servidor ou empregado estiver licenciado; IV- Fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados ou subvencionados pelo poder público.  

Silvano ainda possui certo histórico envolvendo a administração do prefeito. Em novembro de 2015, o comissionado foi alvo de investigação pela Polícia Federal, na Operação 'Face to Fake', a qual os agentes o apontaram como sendo um dos responsáveis por páginas na internet durante a campanha eleitoral de 2014, a qual, segundo os agentes federais, o mesmo teria difamado candidatos ao Governo do Estado.  

As investigações da PF apontaram que Silvano Venâncio teria atuado nas páginas ‘Os comédias de mentira’, ‘Zé Carioca da Mentira’, ‘João de Deus’, ‘Cleiton Okano’, ‘Aqui o Sistema é Bruto’, ‘Pau na Mula’, ‘O Jogo do Poder’, ‘Lampião do MS’ e ‘Cabra da Peste do MS’, entre junho e 6 de julho do ano passado. Além, dele, na mesma investigação, outro comissionado nomeado pelo prefeito Alcides Bernal, do PP, também foi alvo de investigação, Adriano Vieira Borges foi nomeado para ocupar o cargo de Assessor Técnico I, símbolo DCA-4, também na Segov.

Confusão
Em abril deste ano, Silvano Venâncio se envolveu em outra polêmica. Durante a mobilização dos administrativos da Educação e Servidores dos Ceinfs (Centros Integrados de Educação Infantil), que estava concentrada em frente ao Paço Municipal, o ato foi marcado por confusão. 

Durante o episódio, o presidente do Sisem (Sindicato dos Servidores Municipais de Campo Grande), Marcos Tabosa, recebeu um chute em meio à multidão. Algumas chegaram a afirma que teria sido um dos Guardas Municipais, mas Tabosa afirmou que o autor teria sido Silvano. 

"Essas coisas acontecem no calor da democracia. O rapaz foi infeliz, me chutou. Mas quando a pessoa chega a vias de fato, perde a razão. Foi o assessor do Bernal, Silvano, cargo de confiança. Não é a primeira vez”, contou na época o presidente.

Condenação
Em nova polêmica, Silvano e Francisco Pedra Neto, conhecido como Kiko Pedra, filho do vereador cassado Paulo Pedra, que chegou a comandar a Segov, levaram uma 'bronca' da Justiça e foram condenados judicialmente a pagar R$ 3,2 mil em indenizações pelo uso descontrolado das redes sociais. Os dois foram alvos de ações judiciais pelas constantes ofensas a duas jovens da Capital, com impropérios indignos de transcrição.

Kiko Pedra, aliás, é candidato a vereador pelo partido do prefeito Alcides Bernal (PP) e representante do pai nestas eleições já que o parlamentar cassado teve candidatura indeferida na convenção do PDT.

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