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sexta, 21 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Candidato e crítico da corrupção, Mandetta não explica envolvimento com sistema Gisa

19 outubro 2015 - 06h00Por Rodson Willyams

Com discurso contra a corrupção, o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, do DEM, segue firme na pré-candidatura a prefeitura de Campo Grande. Forte crítico do Partido dos Trabalhadores, o parlamentar ainda não conseguiu explicar o envolvimento com o 'caso sistema Gisa'. Mandetta e o ex-prefeito Nelson Trad Filho, hoje no PTB, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa.

Eles são acusados de pagar R$ 10 milhões pelo Gisa (Gerenciamento de Informações da Saúde), que nunca foi instalado na Rede Municipal de Saúde de Campo Grande

Além do Ministério Público Federal denunciar Mandetta, e o primo Nelsinho Trad, a Controladoria-Geral da União recomendou que a prefeitura de Campo Grande devolvesse R$ 8,8 milhões de recursos federais, que foram investidos no Gisa. No entanto, o Ministério da Saúde atualizou os dados e a prefeitura teve que devolver R$ 14 milhões aos cofres do município.

Mesmo com a cidade mergulhada em crise financeira, operando no vermelho e com déficit de R$ 158 milhões, a Capital teve que parcelar o pagamento dos R$ 14 milhões para quitar a dívida com o Ministério da Saúde. Em razão disso, o deputado teve R$ 8 milhões de bens bloqueados pela Justiça neste ano.

Mandetta foi criticado recentemente por comparar os eleitores do Partido dos Trabalhadores a usuários de droga. Ele é conhecido no Congresso pelos discursos contra a corrupção e críticas ao governo do PT.

Candidatura 

O democrata já declarou que não abre mão de disputar a prefeitura de Campo Grande, mesmo com os recentes escândalos. Porém, o fato do partido demonstrar interesse na administração municipal pode colocar em xeque a relação entre o DEM e PSDB, que também tenta candidatura.

O partido mantém uma boa relação com os tucanos, principalmente na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, integrando a base de governo de Reinaldo Azambuja, por meio do deputado estadual Zé Teixeira.